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Editorial: Uma lista nada agradável

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Mogi Guaçu lidera um ranking do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais, o INPE, que aponta as cidades do Estado com maior número de queimadas. O município soma o registro de 14 focos de incêndio registrados até junho deste ano, como destaca a repórter Roberta Lopes nesta edição. O mais preocupante é que a nova estação que acaba de começar será de poucas chuvas, o que somado a dias mais quentes e com a baixa umidade do ar trazem de volta esse grave problema: as queimadas.

O assunto é batido, mas o crime é recorrente. Atear fogo em mato é uma prática criminosa que pode resultar em pagamento de multa e, em alguns casos, em prisão. Apesar das campanhas de divulgação, a população insiste em usar o fogo como ferramenta de limpeza contra o mato em terrenos baldios, colocando em risco a saúde e a vida de pessoas, além de causar danos ao meio ambiente.

São gigantescos os prejuízos que são causados à biodiversidade, à dinâmica dos ecossistemas e a diversos tipos de agricultura, impactando significamente os processos de mudanças climáticas na terra e do aquecimento global. Além disso, a fumaça pode trazer sérios riscos à saúde de quem vive próximo a esses locais.

Por aqui, tem sido comum observar o fogo em áreas verdes, em terrenos baldios e até em pastos. As ações são, em sua maioria, feitas para a limpeza dos locais. Alguns bairros registraram, recentemente, a queimada em entulhos que estavam sobre as calçadas, o que provocou insegurança dos moradores. Como a coleta de entulho sofreu atraso na cidade, diversos bairros ainda aguardam a visita dos caminhões para que os entulhos sejam retirados. Mas nem mesmo essa dificuldade da Prefeitura pode ser usada como justificativa para que as pessoas ateiem fogo em entulhos ou em galhos secos que ainda não foram recolhidos.

Não há dúvidas de que o ser humano é o maior responsável pelas queimadas e incêndios e, por isso, a conscientização é um importante passo e a prevenção deve ser feita nas escolas, empresas e instituições sociais. Esta é uma boa época para que a Prefeitura ‘abrace’ a causa e também realize campanha de conscientização a exemplo das que são realizadas pelo Corpo de Bombeiros, Governo do Estado e concessionárias que também registram focos de incêndio nas rodovias.

Muito se fala de consciência ambiental e da necessidade de deixar um planeta melhor para as futuras gerações, mas é preciso um trabalho urgente e abrangente que consiga atingir toda a massa. Não basta ter lei municipal que prevê multa aos infratores se nenhum trabalho efetivo começar a ser feito ano a ano. Mesmo que comece pequeno, é preciso que algum projeto ganhe forma na cidade. O Poder Público tem a obrigação de chamar a responsabilidade para si. Não só fiscalizar e autuar quem vier a provocar as queimadas, mas planejar para que esse tipo de ocorrência seja cada vez menor. O meio ambiente e a saúde agradecem.

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