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Editorial: Um problema chamado UPA

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A não ser que tenha uma boa carta na manga, a Prefeitura de Mogi Guaçu parece estar longe de conseguir resolver o imbróglio que envolve a UPA (Unidade de Pronto Atendimento). O problema é tão antigo que sua história é bastante conhecida, principalmente por quem acompanha as notícias deste semanário. O assunto tem sido pauta das mais diversas matérias desde 2014, quando um vendaval destelhou o prédio da unidade no Jardim Santa Marta. Desde então, prazos e promessas para o retorno da UPA no prédio de origem foram dados pela Administração Municipal, mas nenhum deles foi cumprido.

O próprio prefeito Walter Caveanha se comprometeu durante a campanha municipal de 2016 em reabrir a UPA no Jardim Santa Marta, mas também não cumpriu. A justificativa é conhecida: falta de recursos. Porém, o tempo está passando e a equipe do prefeito não consegue resolver essa questão.

Se depender da autorização do Ministério da Saúde, a Prefeitura não terá vida fácil, pois essa é a segunda vez que o órgão afirma que a UPA de Mogi Guaçu não se enquadra na portaria que dá prazo para que os municípios solicitem readequação da rede física do SUS (Sistema Único de Saúde) e a explicação é simples. Somente terão autorização para a adequação os municípios que possuem prédios prontos, mas que não foram utilizados e, por isso, Mogi Guaçu não se enquadra, pois a UPA já funcionou no prédio do Jardim Santa Marta.

Uma saída para o município seria o pagamento de cerca de R$ 2 milhões de reais ao Governo Federal e, assim, a Secretaria de Saúde passaria a ter a posse do imóvel e, aí sim, poderia dar a destinação que quisesse ao local. Porém, mesmo com a nova resposta do Ministério da Saúde, a equipe do prefeito continua afirmando que aguarda parecer sobre o pedido feito e que não tem um plano B. Ou a secretária de Saúde, Clara Alice Franco de Almeida Carvalho, tem uma boa carta na manga ou está tentando ganhar tempo. Não é segredo para ninguém que a população quer a UPA de volta ao Jardim Santa Marta. No Jardim Novo II deveria voltar a funcionar o PPA (Posto de Pronto Atendimento), que foi a estrutura recebida por esta Administração Municipal quando assumiu o poder em 2013.

O município contava com três portas abertas para o pronto atendimento: Hospital Municipal “Dr. Tabajara Ramos”, o PPA e a UPA. Não se pode culpar a crise pelo fechamento de uma das portas, neste caso o PPA, já que a UPA ocupou o espaço físico do local. A opinião da população deve ser levado em conta e é notório que o projeto de uma unidade mista no prédio do Jardim Santa Marta não é unanimidade. A audiência pública que deve ser realizada pela Câmara em agosto pode deixar mais em evidência a opinião da população e dos vereadores sobre o retorno da UPA ao Jardim Santa Marta. Mesmo que essa opinião já esteja há anos bem clara, é importante que a população compareça ao evento e mostre seu desejo e, principalmente, sua força.

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