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Editorial: Um desafio dividido em 11

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Muita gente ainda não sabe qual é a função do vereador. Uma das definições mais ouvidas nas ruas é que o vereador não faz nada. Em alguns casos até pode ser, mas outros se esforçam um pouco mais e tentam fazer jus ao ótimo salário.

Um pouco da cultura de que o vereador não faz nada é porque eles não podem criar nenhuma lei ou projeto que gere gasto à Administração Municipal, ou seja, o vereador é limitado e tem que ser criativo e desempenhar a função de mediador entre a população e o prefeito.

O Legislativo pode ainda elaborar, alterar ou revogar as leis propostas pelo prefeito ou pela própria Câmara Municipal. Essas leis podem ter origem na própria Câmara ou resultar de projetos de iniciativa do chefe do Executivo, ou da própria sociedade por meio da iniciativa popular. Porém, a principal função do vereador é fiscalizar o Executivo com elação à administração e gastos do orçamento.

Nesse sentido, os vereadores guaçuanos ainda deixam a desejar. Poucas vezes as ações do prefeito são questionadas durante os discursos em tribuna. Assuntos não faltam: demora na marcação de consultas, ruas esburacadas, distribuição de FG (Função Gratificada), novas nomeações, reforma da UPA (Unidade de Pronto Atendimento), obras paradas, entre tantos outros assuntos.

Por isso, a proposta do vereador Jéferson Luís (PROS) de implantar o programa “Câmara Itinerante” com o objetivo de aproximar a população do trabalho dos vereadores é interessante, mas os edis terão que estar preparados para as cobranças que virão. Eles terão que ter jogo de cintura para encarar o munícipe que estará em seu bairro e certamente com uma lista de problemas que aguardam uma solução.

Este novo trabalho, se realmente for aprovado e colocado em prática, poderá ser um diferencial da Câmara guaçuana e certamente o número de requerimentos apresentados pelos vereadores ao prefeito irá aumentar. Através desse documento, o Legislativo sugere melhoria na cidade como a colocação de um poste, vê a possibilidade em asfaltar determinada rua, ou seja, o requerimento mostra os problemas que a cidade enfrenta e busca uma solução.

Resta saber se o prefeito Walter Caveanha (PTB) e sua equipe estão preparados para acompanhar essa novidade. Não é novidade que muitos desses requerimentos sequer são respondidos e quando os são fora do prazo previsto. Os vereadores vão precisar mostrar independência ao cobrar do prefeito as necessidades da população. Será preciso postura, transparência, independência, maturidade e vontade.

A população guaçuana não quer saber ao final da legislatura quem foi o vereador campeão em apresentar requerimentos e indicações. Quer resultado e para isso os 11 vereadores terão que mudar de postura. Terão que mostrar ao prefeito que podem (como devem) realizar um trabalho independente e contribuir para o desenvolvimento da cidade. Os munícipes não elegeram seus representantes para dizer amém ao Executivo.

Está na hora de os vereadores mostrarem qual é a função deles e, principalmente sua importância. Esta aí uma grande chance.

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