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Editorial: Transparência nunca é demais

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A novela UPA (Unidade de Pronto Atendimento) ganhou novos capítulos nesta semana. A possibilidade de ocupação do prédio da unidade no Jardim Santa Marta chegou a causar polêmica. O prédio foi construído para abrigar a UPA, mas desde 2012 ela foi transferida do local devido a um vendaval que danificou todo o telhado. Após ficar parada, a Prefeitura, já sob o comando do prefeito Walter Caveanha (PTB), reformou o prédio há quase dois anos e, desde então, ele continua fechado com a segurança sendo feita por guardas civis municipais, a fim de evitar a ação de vândalos.

As cobranças para que a UPA volte ao seu local de origem são grandes em cima da Administração Municipal que, por sua vez, alega falta de recursos para manter a unidade no Jardim Santa Marta. A ideia da Prefeitura é manter a unidade dentro do PPA (Posto de Pronto Atendimento), no Jardim Novo II, para onde a UPA já foi transferida.

Mas a Prefeitura falha a não ser tão transparente quanto deveria. Embora o assunto seja complexo e se estenda há anos, questões ligadas à área da saúde pública são sempre de interesse coletivo e precisam ser esclarecidas. E com a ‘novela’ da UPA não é diferente.

A princípio, a Prefeitura informou que nada estava certo e que tudo não passava de um estudo da Secretaria Municipal de Saúde de ocupar o prédio da UPA com a transferência da UBS (Unidade Básica de Saúde) do Jardim Ypê II. Em seguida, com a negativa do Ministério da Saúde, a Prefeitura ampliou sua explicação afirmando que, na verdade, a Secretaria Municipal de Saúde havia tomado outra atitude.

Mas o fato é que a falta de transparência, que já foi tema de editoriais outras vezes, está passando a ser um dos principais problemas da equipe do prefeito Walter Caveanha. Até porque, esse não é o primeiro assunto que chega à imprensa e à população depois que já começou a ser discutido ou até decidido pelo Governo Municipal.

Até mesmo parte dos moradores do Jardim Ypê II sentiu os reflexos do disse-que-disse e reclamam da falta de transparência da Prefeitura, pois ficaram sabendo sobre a possibilidade de transferência do prédio por intermédio de funcionários do próprio posto de saúde.

Todo esse imbróglio porque a ocupação do prédio da UPA seria uma maneira de evitar que o município seja obrigado a pagar pelos custos da construção para o Governo Federal, uma vez que a finalidade do imóvel não está sendo cumprida. Mas a Prefeitura tem mais uma oportunidade de passar a limpo este assunto esclarecendo de uma vez por todas à população sobre os motivos pelos quais a UPA não retorna ao prédio do Jardim Santa Marta. Tudo o que a população quer, bem como os moradores do Jardim Ypê II e da região do Jardim Santa Marta, é mais transparência com os assuntos ligados à área da saúde pública.

Se a UPA funcionava no local antes do vendaval, o que mudou após 2012? Para onde foram transferidos os funcionários da unidade e onde estão todos os equipamentos e mobiliários que foram utilizados no prédio do Jardim Santa Marta? São perguntas que devem ser respondidas pela Prefeitura de modo transparente. São respostas que são esperadas por toda a população que aguarda ansiosamente pelo fim da ‘novela’ UPA.

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