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Editorial: Trânsito: uma faca de dois gumes

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O sistema viário de Mogi Guaçu sempre foi e segue sendo assunto para todas as situações. Inclusive, ele foi o protagonista de um dos principais feitos da Administração de Walter Caveanha (PTB) com o recapeamento de uma longa extensão de ruas e avenidas da cidade. E deve-se pontuar que justamente o sistema viário leva um prefeito do céu ao inferno no mesmo dia. Parte da população agradece o asfalto novo e o melhor sistema de rolamento que ele traz aos motoristas. Já outra parte aponta o dedo em riste protestando que o dinheiro usado nessa melhoria dos asfaltos deveria ser usado na recuperação da saúde pública. Não há como saber se essa divisão entre satisfeitos e não satisfeitos se dá, assim, exatamente em metade de um lado e metade do outro. Mas o que se sabe é que é difícil explicar e se fazer entender por essa parte da população que não quer ver dinheiro público ser investido em asfalto novo ou recapeamento.

Em média, o asfalto tem uma vida útil de aproximadamente 10 ou 15 anos, dependendo de muitas nuances da cidade onde ele está colocado. Em todo caso, em Mogi Guaçu, boa parte dos asfaltos tem aproximadamente 30 anos. Ou seja, já pede uma substituição há muito tempo! Tanto é que os reparos já se transformaram em mini lombadas tamanho desnivelamento em que estão.

Agora, a Secretaria de Obras e Viação da Prefeitura anuncia a iminência de várias obras no sistema viário de Mogi Guaçu: colocação de lombadas, retiradas de outras delas, construção de faixas elevadas e, paralelo a tudo isto, o Governo Federal anuncia a construção de dois viadutos para este segundo semestre, quiçá ainda em julho. Com exceção destes dois viadutos, porque serão obras do Governo Federal, as demais que serão feitas pela Prefeitura deveriam estar embasadas num estudo técnico feito por empresa especializada em trânsito e sistemas viários. Se assim fosse, se tornaria mais fácil para o prefeito e o secretário de Obras e Viação justificarem as razões para tais obras serem feitas e as mudanças no trânsito também. Talvez, ‘fácil’ não seja a palavra correta aqui, mas seriam explicações mais condizentes. Daí, a opinião de parte a população que não aprova qualquer alteração no sistema viário seria de fato ignorada porque haveria um estudo técnico que realmente apontaria a necessidade da obra ou da alteração. Mas sabe-se que contratar uma empresa especializada em sistemas viários é quase que uma utopia diante da falta de dinheiro que assombra a Prefeitura de Mogi Guaçu. Afinal, é preciso e justo reconhecer que o atual Governo Municipal faz o dever de casa corretamente: as contas públicas da cidade ainda estão fechando no azul. Salários e benefícios pagos em dia, capacidade de endividamento sendo recuperada e aumento da credibilidade junto aos bancos e aos Governos Estadual e Federal. E ainda vale acrescentar que a Educação recebe mais de 25% do orçamento da Prefeitura e a Saúde pública outros 35%. Índices maiores do que os determinados pela Lei de Responsabilidade Fiscal. Ou seja, os investimentos no sistema viário são importantes, sim, mas não há como agradar gregos e troianos quando o assunto se trata de obras e alterações feitas pela Prefeitura.

 

 

 

 

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