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Editorial: Sem grupo, nenhum partido resiste

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A política é como nuvem. Certa hora está num formato. Na outra hora já está de outro. E, nesta semana, essa frase fez todo sentido com a informação – embora ainda não confirmada – de que Barros Munhoz ensaia deixar o PSDB após 13 anos de filiação. Algumas lideranças políticas de Mogi Guaçu ainda duvidam de que a saída dele se concretize. Outras já dão o fato como consumado e outras ainda se adiantam e estão de olho na liderança do ninho tucano, em Mogi Guaçu. Isso porque, se Barros Munhoz sair de fato do PSDB, a presidente do partido na cidade, Maria Otília Papa, provavelmente, fará o mesmo. Ou seja, serão duas baixas de peso num mesmo partido e ao mesmo tempo. Ambos – Munhoz e Otília – voltam a se encontrar num novo partido: o PSB. Diante deste cenário, mesmo que estas mudanças não aconteçam, a lição de casa já está sendo dada para os políticos de plantão: a importância de se ter um grupo político forte e consolidado. Se Barros Munhoz sair do PSDB, a repercussão irá refletir em vários outros diretórios municipais onde ele já tem sua força política comprovada. Portanto, há de se considerar que terá, sim, alguns filiados ao PSDB que também vão querer trocar de partido para acompanhar os passos de Munhoz, seja lá em qual sigla ele for pousar. Em Mogi Guaçu, isto já está evidente. Sem Munhoz e sem Otília à frente do PSDB local, o partido tende a perder muito de sua força até mesmo junto ao Governo Municipal do qual faz parte, inclusive, do secretariado do prefeito Walter Caveanha (PTB). Por este viés fica clara a necessidade imprescindível de se ter grupo. Afinal, ao supor que o vereador Fábio Luduvirge Fileti, o Fabinho, assuma o PSDB de Mogi Guaçu – como já vem sendo, aliás, ventilado nos bastidores – ele terá uma missão bem maior do que apenas encaminhar os rumos do partido. Fabinho – ou qualquer outro nome que assuma o PSDB guaçuano – terá de formar grupo. Será a principal tarefa. E não poderá ser de qualquer jeito. Terá de ser uma formação planejada e alinhada com os propósitos do PSDB para as eleições municipais de 2020. Se quiser eleger vereadores tucanos ou ter candidato próprio a prefeito pela sigla, o PSDB local terá de ter um grupo forte para brigar nas urnas com os demais partidos. Se Otília deixar o comando da sigla na cidade, é quase inevitável que muitos dos filiados também irão trocar o PSDB seguindo os passos da então presidente. Justamente, porque querem estar dentro de um grupo com chances de brigar de igual para igual, a fim de se chegar à vitória nas urnas. Sendo assim, se o PSDB guaçuano já desperta o interesse de alguns políticos que querem assumir a sigla, os mesmos já devem se preparar para um trabalho árduo. Cientes de que sem um grupo forte e coerente o partido torna-se somente uma união de letras.

 

 

 

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