Home»Editorial»Editorial: Segurança à la Moro

Editorial: Segurança à la Moro

0
Compartilhamentos
Pinterest Google+

O novo ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro, foi empossado no primeiro dia do ano e passou a comandar uma das pastas mais importantes do Governo Federal. Em seu discurso, ele lembrou que, apesar de ações como a Operação Lava Jato, o Brasil ainda é um dos países mais corruptos do mundo e afirmou serem necessárias leis mais duras contra este tipo de crime. Segundo ele, “a missão prioritária dada pelo excelentíssimo presidente Jair Bolsonaro foi clara: o fim da impunidade da grande corrupção, o combate ao crime organizado e a redução dos crimes violentos”.

O novo ministro tem um desafio e tanto pela frente, uma vez que a questão da segurança pública tem sido uma das principais preocupações dos brasileiros, principalmente dos moradores das cidades tidas como as mais violentas. Por isso, a ida de Moro para a pasta da Justiça empoderada, em que, por exemplo, a Polícia Federal e o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) atuarão sob o mesmo comando, cria expectativas otimistas.

O discurso de posse do novo ministro indicou que o combate a uma criminalidade cada vez mais insidiosa não ficará em segundo plano. Mesmo porque, nas propostas que Moro encaminhará ao Legislativo há pelo menos uma que serve para todo tipo de criminoso, de colarinho branco ou não: fixar em lei a jurisprudência do Supremo de que sentenças podem começar a ser cumpridas na confirmação em segunda instância. O entendimento tem sido alvo de fortes pressões por haver atingido o ex-presidente Lula e empresários poderosos envolvidos em esquemas de corrupção no país.

A questão da segurança pública deve ser vista com prioridade, pois os índices de violência crescem assustadoramente. Uma lida na página 7A desta edição é uma pequena mostra dos crimes ocorridos nos últimos dias: um caso de homicídio, uma tentativa de homicídio, um feminicídio e roubos a motoristas em uma via importante da cidade. Por isso, a população merece respostas rápidas vindas dos governos Federal, Estadual e Municipal.

Moro e outras autoridades de segurança (Estados e Municípios) não podem deixar em segundo plano a segurança pública, área vital, porque afeta de forma direta e dramática a população. Este, talvez, seria um bom momento de as Prefeituras traçarem planos e retirar das gavetas projetos que possam somar forças com a ajuda do Governo Federal.

O ministro Sergio Moro encerrou seu primeiro discurso dizendo que o brasileiro, seja qual for a sua renda, tem o direito de viver sem medo da violência e sem medo de ser vítima de um crime. Talvez, esse seja o maior desejo de toda a população. Então, como disse o próprio ministro: mãos a obra.

Post anterior

Falta de docentes deve afetar volta às aulas

Próximo post

Samae assina contrato com Senac para realização de curso