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Editorial: Se não pode derrotá-lo, junte-se a ele

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O PT de Mogi Guaçu vira e mexe protagoniza várias desavenças internas na sigla nos períodos pré-eleitorais e, até mesmo, durante o pleito. Na maioria das rixas, os petistas locais se dividiam e ficavam em grupos opositores dentro do próprio partido. Este ano, também pré-eleitoral, o PT guaçuano está prestes a mostrar como será seu comportamento político nos próximos meses.

Nesta sexta-feira, dia 18, a sigla irá lançar sua pré-candidatura a prefeito. Embora, não adiante oficialmente nenhum nome, sabe-se que a probabilidade do vereador Alexandro de Araújo, o Alex Tailândia, ser o pré-candidato ao cargo é praticamente 100%. O interessante é perceber como a política partidária é dinâmica e mutável. Nada é mesmo definitivo. Afinal, se o nome de Tailândia for realmente confirmado para pré-candidato a prefeito nas eleições municipais de 2016, significa que a executiva municipal do PT e seus correligionários locais deram a mão à palmatória para o novato. Isso porque, logo no início do mandato de Tailândia, uma parte do PT guaçuano não deu sequer apoio à sua candidatura para vereador. Após eleito, Tailândia teve diversos atritos com a cúpula do PT na cidade.

Primeiro, porque o PT reforçou em alto e bom som por diversas vezes que Alex Tailândia não representava a sigla na Câmara Municipal e foi contra o mandato do vereador recém-eleito. Depois, porque Tailândia negou-se a dar os cargos de assessores parlamentares para dois integrantes da Executiva Municipal do partido, conforme determinava o Estatuto do PT. Nesta ocasião, houve discussões frente a frente entre os postulantes a assumir os cargos e o próprio Tailândia que justificou sua negativa exatamente baseado na falta de apoio político do PT local à sua candidatura para vereador. Após eleito, ele chegou a declarar que o PT guaçuanonão acreditou que ele poderia vencer as eleições de 2012 e conquistar uma vaga na Câmara.

Passaram-se, praticamente, três anos, os nervos acalmaram-se, Alex Tailândia fez e faz sua oposição ao Governo Municipal e a executiva do PT na cidade decidiu, então, aproximar-se do vereador que é líder do partido no Legislativo. Ou seja, o tom é de harmonia e as rusgas parecem ter ficado no passado. O fato é que o PT já tem uma ‘pedreira’ pela frente para conseguir eleger seus futuros candidatos a qualquer cargo eletivo no pleito do ano que vem devido à crise política que ronda a sigla do Governo Federal. Ficar brigando em âmbito municipal, dentro do próprio partido, também não irá contribuir com nada, nem com ninguém.

Por outro lado, caso não seja o nome de Tailândia a ser confirmado como pré-candidato a prefeito nas próximas eleições, é bom os demais postulantes ao tal cargo refazer os cálculos, abrir bem os olhos e ficar atentos. Afinal, isso poderá significar que Alex Tailândia está deixando a sigla a qualquer momento, mesmo sob a ameaça de perda do mandato devido à infidelidade partidária. Neste caso, o vereador petista irá à busca de uma nova filiação num partido no qual a rejeição do eleitor seja menor. O que Tailândia provavelmente não irá aceitar é ficar filiado numa sigla que dá uma tapa nas costas num dia e puxa o tapete no outro.

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