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Editorial: Relação positiva

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No que depender da vontade do prefeito, Walter Caveanha (PTB), o município irá se transformar num canteiro de obras. Com a aprovação pelos vereadores dos projetos que autorizam os financiamentos de R$ 5 milhões e R$ 8 milhões, a Administração Municipal poderá dar sequência aos trâmites necessários junto ao Banco do Brasil. Como os valores já estão liberados, a equipe de finanças da Prefeitura não deve encontrar maiores entraves para dar o start para os processos licitatórios. É claro que espera-se que a Prefeitura esteja com todos os projetos prontos para que as liberações aconteçam mais rapidamente possível, uma vez que os recursos vão ser liberados, conforme o andamento das obras. Os R$ 13 milhões, segundo planilha enviada pelo prefeito à Câmara, irão custear 22 obras/melhorias, sendo previstas pavimentação, recapeamento e iluminação de diversas ruas, galeria e canal pluvial no Jardim Santa Terezinha, além da reforma do Paço Municipal e da Guarda Civil.

A agilidade para que as licitações sejam iniciadas depende, agora, exclusivamente da Prefeitura, que terá a responsabilidade de gerenciar essas novas obras e as que já estão em andamento. Entre elas, a nova Avenida Alíbio Caveanha, conhecida como corredor de ônibus, e a esperada Nico Lanzi. Além dessas duas, estão em andamento reformas de unidades de saúde e a creche do Guaçu Mirim, que foi recentemente retomada após meses de paralisação. Enquanto comemora a liberação dos financiamentos pela Câmara, a equipe liderada por Caveanha também deve estar debruçada sobre o projeto da nova feira livre no Parque Cidade Nova. Após receber diversas críticas dos feirantes, a promessa é de que o projeto será modificado e uma nova reunião será agendada com a comissão de feirantes. O valor de R$ 1 milhão previsto na lista de obras é para a pavimentação do trecho do canteiro central da Avenida Julio Xavier da Silva. O documento enviado aos vereadores não é claro sobre os custos de outras melhorias que chegaram a ser anunciadas aos feirantes, como a construção do sistema de galerias de águas pluviais e a instalação de rede elétrica para as barracas. Aliás, a relação das 22 obras definidas para os financiamentos dos R$ 13 milhões (uma cópia está na página 3A desta edição) só foi enviada ao Legislativo após pressão do presidente da Câmara Rodrigo Falsetti (PTB). Com receio de que os projetos não fossem votados na sessão da última segunda-feira (12), Caveanha atendeu ao pedido e enviou as informações, principalmente quais seriam as ruas beneficiadas com os serviços de recapeamento, pavimentação e iluminação que não constavam dos projetos nem nas mensagens encaminhadas aos vereadores.

E é justamente pela falta de informação, mais uma vez, que o presidente da Câmara não colocou em votação o terceiro projeto que autoriza o município a emprestar outros R$ 10 milhões, desta vez, com a Caixa Econômica Federal. Esse valor, segundo o Executivo, será todo investido em recapeamento de várias ruas e avenidas da cidade. Mas por não conter a relação com o nome das vias que serão beneficiadas, os vereadores da oposição, apoiados por Rodrigo Falsetti, se negaram em aprovar o projeto em regime de urgência. Depois dos projetos já protocolados na Câmara, Caveanha fez uma reunião com a base e informou que R$ 2 milhões serão investidos em melhorias na infraestrutura do Hospital Municipal “Dr. Tabajara Ramos”. Ou seja, terá que tirar de seu projeto de R$ 10 milhões algumas vias que já haviam sido estabelecidas como prioridade. E é justamente essas mudanças que deixaram os oposicionistas receosos em votar os projetos sem a relação das melhorias que seriam executadas.

Agora, caberá ao Executivo a rapidez necessária para a liberação dos recursos, para a realização dos processos licitatórios, acompanhamento das obras e rigor no cumprimento dos prazos, pois já bastam as obras que estão paralisadas no município. Essa é uma lista que não pode crescer e não depende da Administração Municipal querer divulgar ou não.

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