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Editorial: Regra número 1: Transparência

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Uma administração transparente permite a participação do cidadão na gestão e no controle da administração pública e para que essa expectativa se torne realidade é essencial que ele tenha capacidade de conhecer e compreender as informações divulgadas. Mas e quando essas informações não são divulgadas?

O acesso da sociedade a informações referentes à administração das receitas públicas permite que se verifique se os gastos estão sendo utilizados adequadamente atendendo aos interesses coletivos. Por isso, estranha o fato de a Prefeitura não ter se preocupado em enviar completo o Projeto de Lei, que autoriza o município a financiar R$ 10 milhões, pois não constam os valores que serão empregados separadamente para compra de caminhões de lixo, construção de prédio anexo à Faculdade Municipal “Professor Franco Montoro” para a faculdade de medicina e melhorias na Avenida Nico Lanzi. Faltou especificar o custo de cada projeto, algo só feito de maneira sutil na mensagem enviada à Câmara.

Os vereadores da oposição – pelo menos dois deles, Guilherme de Souza Campos e Fábio Luduvirge Fileti, – não se cansam de pedir por informações dos mais variados assuntos e, na segunda-feira (3), durante sessão da Câmara, quiseram saber detalhes sobre a utilização dos R$ 10 milhões. Para conseguir o financiamento, certamente, a Prefeitura precisou detalhar os projetos e os mesmos devem ter sido explicados para os vereadores da base. Mas faltou levar essa mesma informação a toda a Câmara e à imprensa. Não há motivos para que esses valores não sejam minuciosamente detalhados antes de o projeto ir para votação. São ações desse tipo que podem colocar em xeque os bons projetos e até realizações de uma gestão.

A implantação do curso de medicina pode até vir a ser um divisor de águas para a cidade. Os gastos, contudo, para que isso aconteça precisam ser detalhados, a fim de não macular a imagem de um curso que sequer ainda foi criado. Editais mais transparentes, projetos de lei completos e devidamente descritos e repasses de verbas detalhados é o mínimo que se espera do governo que deverá ser fiscalizado pelos integrantes da Câmara Municipal.

É inquietante relatar que a falta de transparência em assuntos cotidianos do Executivo ainda seja uma constante mesmo após quase seis anos de gestão de uma mesma equipe. É hora de dar mais translucidez às ações da Prefeitura, para que o foco esteja apenas nas conquistas para a cidade e não na dúvida sobre o caminho trilhado para se chegar até elas.

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