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Editorial: Recalcular a rota

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2018 se aproxima do final e o inevitável balanço de ano começa a ganhar forma. Não que haja tantos momentos bons para se comemorar, mas essas avaliações no apagar das luzes de um ano costumam ajudar a identificar problemas e fazer projeções mais realistas para os meses vindouros. Assim como em todo país, Mogi Guaçu teve um 2018 difícil e marcado por problemas de ordem financeira. Sem grandes anúncios de investimentos e mal conseguindo fazer o básico, o prefeito Walter Caveanha (PTB) passou a enfrentar uma Câmara Municipal mais hostil, menos apoio popular e problemas familiares que, apesar de toda sua experiência como chefe do Executivo, refletiram em seu desempenho frente à Administração Municipal neste ano.

É hora de recolher os cacos e começar a projetar os próximos dois anos de governo que, infelizmente, não serão fáceis para Caveanha e sua equipe. Com o índice de responsabilidade fiscal no limite, demanda por reajuste salarial para os servidores e o crescimento rápido e desordenado na cidade, somente a união de esforços e reconquista da confiança por parte da população de que investimentos realmente serão feitos permitirão que o governo deslanche ou pelo menos levante a âncora que parece não deixar a nau petebista navegar em águas mais tranquilas.

Será preciso, para tanto, expor-se mais, dialogar mais, explicar melhor e ser transparente ao extremo. Características que não costumam abundar-se na atual Administração Municipal. Mogi Guaçu tem capacidade de recuperar sua identidade de cidade pujante da região. Pode voltar a fazer com que sua população tenha orgulho de frequentar áreas públicas. Basta ver o resultado positivo do Natal Luz, que se por um lado foi elevado em momento de devaneio à categoria do evento que acontece na cidade gaúcha, por outro tem demonstrado melhora a cada ano em suas atrações e caído no gosto da maior parte da população que se encanta em ver o Parque dos Ingás novamente vivo e reluzente.

É esse reluz e vivacidade que precisarão ter todo o governo nos próximos meses, quando as luzes do Natal Luz forem apagadas. Dar a segurança à população de que o futuro da cidade e seu desenvolvimento estão planejados e serão executados. Por várias vezes, a sensação que se pode ter em 2018 é de que a Administração estava à deriva, buscando um porto seguro que nem mesmo dava sinais de existir, com apatia de quem estava à frente do leme.

Para o bem de toda a cidade é preciso refazer essa navegação. Aproveitar o otimismo que ainda cerca a escolha do futuro presidente da República e encontrar caminhos que façam Mogi Guaçu voltar a crescer. Que 2019 seja determinantemente positivo para os guaçuanos, os quais já  viveram dias difíceis demais este ano.                    

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