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Editorial: Que a mobilidade vire agilidade

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O prefeito Walter Caveanha (PTB) começou 2020 dando uma boa notícia para os guaçuanos: o início de parte das obras de mobilidade urbana anunciadas ainda em 2018, quando pediu autorização para a Câmara para financiar R$ 39 milhões (nesse valor não está o financiamento do Samae). Dois projetos foram aprovados em dezembro de 2018: R$ 29 milhões e R$ 10 milhões, sendo que as obras previstas nesse último foram quase que totalmente entregues. A pavimentação e as melhorias na infraestrutura da Avenida Nico Lanzi foram entregues à população no final do ano passado e os três caminhões de lixo foram comprados. Deste projeto continuam em andamento apenas as obras de construção do prédio para uso do curso de medicina na Faculdade Municipal “Professor Franco Montoro”.

Já o projeto referente aos R$ 29 milhões patinou e, segundo a própria Prefeitura, foi devido aos trâmites burocráticos dos bancos. Aqui estão previstas as obras confirmadas nesta semana: novo trecho da Avenida Alíbio Caveanha, duplicação da Avenida Brasil e melhorias na Avenida dos Trabalhadores. Todas as obras já estão com autorização para serem iniciadas.

Do pacote dos R$ 29 milhões ainda ficarão faltando as duas pontes, sendo uma na Avenida Brasil e a outra na Avenida dos Trabalhadores, mas a Administração Municipal avisou que o processo licitatório deve ser iniciado ainda neste mês. Em que pese a demora desde a aprovação do financiamento, a realização dos projetos e os processos licitatórios, a equipe do prefeito Walter Caveanha tem um desafio e tanto pela frente: torcer e fazer com que essas obras sejam entregues dentro dos prazos estabelecidos em contrato. Até porque, um dos problemas enfrentados pela Administração Municipal tem sido justamente o cumprimento dos contratos pelas construtoras. O município tem obra de 2012 que ainda não foi entregue, ou seja, há quase oito anos.

Em agosto de  2019, dois novos empréstimos foram aprovados pela Câmara Municipal. Não na velocidade que gostaria o prefeito, mas acabaram tendo o aval da maioria dos vereadores: R$ 5 milhões e R$ 8 milhões. Eles preveem as obras antienchentes do Jardim Santa Terezinha, recapeamento de diversas vias, reforma dos prédios da Guarda Civil e do Paço Municipal, melhorias na iluminação, pavimentação nova, incluindo o canteiro central do Parque Cidade Nova onde seria a nova feira livre do bairro. Porém, esses projetos continuam aguardando a liberação dos recursos pelo Banco do Brasil.

Se tudo for liberado ainda nos primeiros meses desse ano, Mogi Guaçu virará um verdadeiro canteiro de obras em pleno ano eleitoral. Por mais que a justificativa do chefe do Executivo seja de que demorou seis anos para poder colocar as finanças do município em ordem, as críticas sobre as obras terem caráter eleitoreiro não irão cessar. Por mais esse motivo, a Prefeitura terá a difícil missão de fazer com que tudo o que foi prometido saia do papel e seja concretizado e entregue para a população. Lembrando que somados a esses pacotes estão as seguintes obras que ainda precisam ser entregues: creches do Guaçu Mirim, Chaparral, Ypê Amarelo e Pantanal, escola do Ypê Amarelo, Caps do Jardim Novo II, canal do Canaã e ETE dos Ypês, sendo esta última a mais antiga do município sendo iniciada ainda na administração do então prefeito Hélio Miachon Bueno (MDB).

Ou seja, a Prefeitura tem muito trabalho pela frente e o prazo cada vez mais curto. É correr contra o tempo e torcer para que os imprevistos não atrapalhem os planos do prefeito nem acarretem prejuízos aos munícipes.

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