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Editorial: Prevenção tardia

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Em novembro do ano passado, o Ministério da Saúde lançou uma campanha nacional de conscientização em relação ao mosquito Aedes aegypti, transmissor de doenças como a dengue, febre chikungunya e zika vírus. A preocupação era com a chegada do verão, e, com ela, as altas temperaturas e as chuvas comuns que aumentam os focos. E o reflexo dessa combinação já é sentido em diversos municípios do país, principalmente no Estado de São Paulo. O número de casos de dengue já preocupa as autoridades e ações de combate à dengue estão sendo colocadas em prática para evitar uma explosão de casos nesse ano.

Mogi Guaçu, infelizmente, não foge à regra. Já são 60 casos de dengue confirmados na cidade e o número já mais que ultrapassou o do ano passado inteiro. Por isso, as autoridades municipais estão em alerta e ações serão colocadas em prática para evitar que o município enfrente uma nova epidemia a exemplo de 2015, quando o município registrou mais de 15 mil casos de dengue. O assunto foi tema de reunião entre o prefeito Walter Caveanha e secretários municipais, nesta semana. A principal medida que deve ser tomada pela Prefeitura é acelerar a coleta de galhos e entulhos, um serviço que vem sendo feito morosamente na cidade desde o final do ano passado. Além disso, uma brigada de combate à dengue irá fiscalizar as repartições públicas municipais para evitar focos e consequentemente a proliferação do mosquito. A Secretaria de Saúde também prepara a compra de teste rápido para a dengue.

O aumento do número de focos e também a confirmação de casos significa que a prevenção falhou em algum momento ou não surtiu o efeito planejado. Este controle não funciona sem o apoio da população. Se cada um mantivesse seu espaço limpo evitaria que a dengue voltasse a ser uma ameaça a saúde pública. Desde o ano passado, diversos bairros da cidade sofrem com a sujeira e diariamente novos bolsões de lixo surgem e demoram a ser limpos e, quando são, voltam ser sujos novamente pela população. Algo precisa ser feito com relação a esse problema crônico da cidade.

Tudo é válido, mutirões, campanhas publicitárias que não fiquem apenas nas páginas oficiais, reforço da informação junto aos estudantes da rede municipal de ensino, engajamento de empresas e dos órgãos públicos. Um combate permanente, independentemente da estação do ano trará resultados. Sempre é bom lembrar que o investimento em prevenção é o melhor que qualquer governo pode fazer. Conter uma epidemia sairá muito mais caro.

A dengue é um problema que desafia a todos. E não é só uma questão de saúde pública, mas também de educação, comunicação e mobilização. O mosquito tem as casas como local preferencial para colocar seus ovos, e a estratégia mais eficaz de controle e prevenção é, justamente, a eliminação desses focos. Para isso, é necessário incluir na rotina diária algumas medidas simples, como: verificar o acúmulo de água em calhas, ralos, bandejas de geladeiras e ar-condicionado, entre outros locais, e a vedação adequada de caixa d’água e tudo que acumula água parada.

O que se espera mais das pessoas é que, além de cobrar que os gestores municipais, estaduais e federais cumpram a parte que lhes cabe, elas também façam a seguinte reflexão: “isso também é problema meu”.

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