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Editorial: Pisando em ovos

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Embora os Poderes Executivo e Legislativo sejam independentes um do outro é salutar que exista um alinhamento entre eles no que tange as ideias, propostas e ações pensadas para o desenvolvimento do município. Ter um presidente da Câmara Municipal na base da oposição ao Governo Municipal é melindroso para um prefeito. O de Mogi Guaçu, Walter Caveanha (PTB), por enquanto, está governando em ‘céu de brigadeiro’ tamanha falta de uma bancada oposicionista que realmente venha tirar o sono do petebista.

Mas essa calmaria toda a favor dele pode estar tomando outros ventos e começando a soprar no sentido contrário à Administração de Caveanha. Sabe-se que vereadores – em quaisquer Legislaturas – sempre estão batendo à porta de Secretarias Municipais seja para buscar informações oficiais de interesse público, seja para solicitar e indicar melhorias para a cidade. E é exatamente aí, numa situação corriqueira como esta, que os indícios negativos começam a dar sinais. Sutis, porém evidentes.

O vereador Fábio Luduvirge Fileti, o Fabinho (PSDB), por exemplo, não foi sequer convidado para participar de reunião recente entre os vereadores e o prefeito Walter Caveanha. Fabinho faz parte da base aliada e também da atual Administração, já que o PSDB tem o comando da Saama (Secretaria de Agricultura, Abastecimento e Meio Ambiente). Ou seja, ficou estranho não convidá-lo.

O presidente da Câmara Municipal, Luís Zanco Neto, o Zanco da Farmácia (PTC), também não compareceu à mesma reunião, embora esse, sim, tivesse sido convidado pelo prefeito. Sem dar muitas explicações, Zanco recuou do convite e preferiu não comparecer. O encontro entre os vereadores e o prefeito é habitual. Todo mês ele acontece. Até aí, tudo certo. O problema é quando começam a surgir essas exclusões e desistências.

Nenhum vereador quer falar abertamente sobre o assunto, mas é visível que o clima na Câmara Municipal é de total insatisfação com o governo de Walter Caveanha. Um prefeito que exerce o 5º mandato dá sinais claros de falta de habilidade para lidar com os nobres pares. Como diz o ditado popular: “parece ter perdido a mão”. O que era uma doce parceria está começando a azedar. Obviamente, dizer amém para todos os vereadores e suas ‘doideiras’ não é saudável para um governo que se preze, mas também é amadorismo colocar o Legislativo para escanteio e medir forças com uma Câmara Municipal. Nesse quesito, Walter Caveanha está se atrapalhando todo e parece estar pagando pra ver o que pode acontecer. No entanto, o preço, desta vez, pode ser bem caro!

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