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Editorial: O sufoco dos distritos industriais

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 Os cinco distritos industriais de Mogi Guaçu geram mais dores de cabeça ao Poder Público do que empregos. Esta realidade, no entanto, não é recente. Há muitos anos, os distritos industriais são alvo de todo tipo de reclamação e denúncia. Especulação imobiliária é a principal delas. Já é de longa data que se fala nisso. Áreas do município são doadas para empresários instalarem suas empresas, a fim de gerar empregos e lucratividade aumentando assim a arrecadação de ICMS (Imposto Sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) para o Mogi Guaçu. Mas sabe-se que nem sempre é isto que ocorre.

Na Câmara Municipal, por várias Legislaturas vereadores subiam à tribuna da Casa para questionar a ‘venda’ ilegal de áreas nos distritos industriais e até a locação também ilegal de barracões. Até o momento, não se soube de nenhuma punição aplicada e a razão para tamanha passividade é simples. A Proguaçu S/A – que é a autarquia responsável pelo gerenciamento dos distritos industriais – não torna público nenhum relatório oficial no qual constem quantas áreas estão vazias e aptas a serem doadas e quantas áreas precisam ser retomadas porque estão improdutivas e com o prazo vencido para a construção. Quantas empresas de fato funcionam nos cinco distritos industriais da cidade? Quantos barracões estão vazios e fechados? São perguntas óbvias e com respostas simples que deveriam estar prontas para serem divulgadas pela Proguaçu. Mas a autarquia não cumpre sua real função e mascara toda a realidade administrativa que envolve os distritos industriais. A situação de cada terreno ou de cada barracão inativo tem de ser o foco da Proguaçu. Cabe a ela saber o que está acontecendo e como irá resolver o impasse. Porém, nada é feito e a autarquia segue sem mostrar à população o porquê ainda existe, já que sequer o básico do que compete à Proguaçu não é feito a contento.

Por outro lado, os empresários que mantêm suas fábricas funcionando nos distritos industriais de Mogi Guaçu também se queixam do Poder Público tamanho o abandono destes locais. Asfalto ruim – isso quando se tem asfalto nas vias – dificultando o acesso de quem vai até determinadas empresas, além da falta de iluminação, água em escassez e, principalmente falta de segurança comprometem o bom funcionamento dos distritos industriais que pedem socorro para todos os lados.

A torcida é para que o novo distrito industrial que está sendo implantado no Distrito de Martinho Prado Júnior  (na verdade desde o início desta Administração, em 2013) tenha mais sorte do que os outros cinco que já estão saturados de problemas. Parado há um bom tempo, sem nenhuma perspectiva de avanços – quiçá de conclusão – o novo distrito industrial ainda é apenas mais uma ilusão.

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