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Editorial: O discurso é do vereador, não do candidato

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As sessões da Câmara Municipal recomeçam na próxima segunda-feira (5), às 19 horas, e muita coisa pode mudar por conta do ano eleitoral. Mais do que criar e votar projetos de lei, os vereadores terão nesse ano um desafio a mais: encontrar o equilíbrio entre o exercício de seus mandatos no Legislativo e as futuras candidaturas a deputado estadual e federal que já são confirmadas desde o ano passado. E o motivo é simples. A tribuna da Câmara não pode servir de palanque eleitoral para que os propensos candidatos a deputado façam suas pré-campanhas. Por enquanto, a Casa de Leis tem três pré-candidatos a deputado: Natalino Tony Silva (Rede Sustentabilidade), Luciano Firmino Vieira, o Luciano da Saúde (PP) e Rodrigo Falsetti (PTB). O trio já declarou que quer disputar as eleições gerais, em outubro.

Portanto, eles são os que mais precisam estar na mira da Presidência da Casa para não extrapolarem em seus discursos na tribuna. E quando se fala em extrapolar, não se trata da duração do discurso, mas, sim, do seu conteúdo. Sabe-se que a tarefa não é fácil e que conseguir justamente tal equilíbrio é ainda mais difícil. Afinal, cabe ao vereador trazer ao plenário todas as dificuldades enfrentadas pela população nos quatro cantos da cidade e em todos os setores públicos. Isso vem exatamente ao encontro das propostas que serão feitas pelos futuros candidatos a deputado que já exercem a vereança. Ou seja, o vereador mostra os problemas e cobra as melhorias. O candidato a deputado apresenta possíveis soluções para tais problemas a partir do contato que terá junto aos Governos Estadual e Federal. Num discurso político, tudo isso se mistura e pode transformar a tribuna num verdadeiro palanque.

Com isso, o presidente da Câmara Municipal, Luís Zanco Neto, o Zanco da Farmácia (PTC), terá que perceber a linha tênue que separa o discurso do vereador da pré-campanha do pré-candidato a deputado.  Aliás, o próprio presidente da Casa tem convite para ser pré-candidato a deputado federal pelo PTC. Embora não tenha aceitado – ainda – já é um bom começo que ele mesmo dê o exemplo ao se manifestar durante as sessões. Vigiar suas declarações no plenário vai ajudar a dar o tom num período pré-eleitoral como este. Fácil sabe-se que não vai ser. Mas é imprescindível que este zelo seja o ponto de partida da Presidência da Câmara com o auxílio de todos os demais vereadores.

Espera-se que os problemas enfrentados pelos guaçuanos nas mais diferentes áreas não sejam usados de forma baixa pelos propensos candidatos para ganhar votos, mas que sirva de exemplo para que muitos problemas sejam resolvidos e o vereador faça sua parte que é a de fiscalizar e cobrar a Administração Municipal.

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