Home»Editorial»Editorial: O Dilema de um presidente

Editorial: O Dilema de um presidente

0
Compartilhamentos
Pinterest Google+

O dilema de um presidente

O presidente da Câmara Municipal de Mogi Guaçu, Luís Zanco Neto, o Zanco da Farmácia (PTC), está a cinco meses de deixar a função na Mesa Diretora da Casa. Ele não esconde certo alívio pelo fato de que poderá novamente ter mais tempo para atuar mais próximo à população, já que a Presidência da Câmara demanda tempo e disponibilidade para atividades burocráticas e administrativas pertinentes de modo exclusivo à Presidência da Câmara. Mas antes de deixar a função, Zanco ainda terá mais uma prova de fogo para atravessar: as eleições gerais de outubro. Pode até parecer que não, mas o fato é que a Câmara Municipal é, sim, uma vitrine para os eleitores. Afinal, quem os edis vão apoiar para futuro candidato a deputado estadual, por exemplo? Vão apoiar o vice-prefeito Daniel Rossi (PR)? Ou vão dar total apoio ao também vereador Natalino Tony Silva (Rede Sustentabilidade)? Ou vão preferir garantir o apoio ao deputado Barros Munhoz (PSDB) que buscará a reeleição na Assembleia Legislativa de São Paulo? Cada vereador tem, obviamente, as diretrizes dadas pelos seus partidos. Isso é fato. Mas administrar esse jogo de apoio e de interesses políticos não é tarefa tão fácil como se pensa. Justamente, por isso, o presidente da Câmara Municipal terá papel fundamental para tatear nesse terreno tão delicado. Embora Zanco não tenha prerrogativa de responder pelos dez vereadores, ele acaba tendo influência na imagem da Casa de Leis. Por isso, ele mais do que qualquer outro vereador é quem mais terá de ter jogo de cintura para transitar entre as preferências políticas de cada um. Ao mesmo tempo em que Zanco foi recebido e atendido pelo deputado estadual Barros Munhoz, ele também mantém contato constante com o vice-prefeito Daniel Rossi e com o vereador Natalino. Portanto, revelar apoio total a apenas um único candidato a deputado é dar um tiro no próprio pé. Ao mesmo tempo, não se pode transmitir a impressão de que o presidente da Câmara Municipal está em cima do muro e com seu apoio político indefinido. Não se trata disso. O zelo, a cautela e o jogo de cintura nesses próximos meses serão cruciais e fundamentais para traçarem os caminhos que deverão ser percorridos pela Casa de Leis após as eleições de outubro. E, certamente, o caminho preferido será a do gabinete do deputado estadual que for eleito para ajudar Mogi Guaçu. Diante disso, a Câmara guaçuana precisa, e muito!, ter todo o cuidado!!

 

Post anterior

Confira os eventos da agenda cultural da região

Próximo post

Estiva Gerbi terá dois dias “D” de vacinação