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Editorial: Números a serem analisados

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Terminada as eleições gerais desse ano já tem grupos políticos de olho nas eleições municipais de 2020. Por mais que ainda faltem dois anos, as conversas entre propensos candidatos e partidos já planejando a formação de grupos sempre começa com antecedência e o resultado do pleito anterior pode e deve ser objeto de estudo. Não só pela atuação dos candidatos locais que disputaram as eleições em outubro, mas também os números da cidade, ou seja, o comportamento do eleitor. E nesse viés os números precisam ser analisados mesmo uma eleição sendo diferente da outra.

O percentual de votos nulos no 2º turno das eleições presidenciais, por exemplo, chegou a 7,4, o maior registrado desde 1989, totalizando 8,6 milhões. Foi um aumento de 60% em relação ao 2º turno da última eleição presidencial, em 2014, quando 4,6% dos votos foram anulados. Os votos brancos somaram 2,4 milhões, ou 2,1% neste 2º turno, pouco acima do 1,7% da última eleição presidencial. Ao todo, 31,3 milhões de eleitores não compareceram às urnas, o equivalente a 21,3% do total.

Somando os votos nulos e brancos com as abstenções, houve um contingente de 42,1 milhões de eleitores que não escolheram nenhum candidato, cerca de um terço do total. Para analistas, resultado do desgaste político que vive o país.

Em Mogi Guaçu, os números também são altos e esperados: 19.497 votos nulos (21,97%), 6.865 votos em branco (7,74%) e 24.664 eleitores se ausentaram (21,75%). Ou seja, mais de 50 mil eleitores guaçuanos optaram por não escolher candidato no 2º turno das eleições. Dados estatísticos que podem ser trabalhados desde já pelos políticos da cidade, principalmente pelos que têm pretensão de disputar as próximas eleições. O comportamento do eleitor nas eleições gerais será o mesmo daqui dois anos? O que fazer para que o eleitor escolha e aposte num candidato em 2020?

Segundo pesquisa Datafolha, o desgosto com os políticos, as teias de corrupção expostas pela Operação Lava Jato e a falta de opções explicam a decisão de não votar em ninguém. Como mudar esse cenário?

São respostas que o eleitor certamente continuará buscando até o próximo pleito e, por isso, os políticos terão que ter muito poder de convencimento para alterar esses números. Mogi Guaçu tem pouco mais de 113 mil eleitores e quase que a metade abriu mão de seu voto. São números que podem mexer com toda a engrenagem de uma eleição.

O comportamento dos eleitos, principalmente do presidente Jair Bolsonaro, poderá ajudar a reverter esse quadro, mas tudo irá depender das condições- econômica e política- do país. A nação brasileira espera por dias melhores.

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