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Editorial: Não é brincadeira. É amadorismo mesmo

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Em alguns momentos, tem-se a impressão que as eleições para prefeito em Mogi Guaçu não passam de brincadeira, tamanho o amadorismo de alguns políticos. Eles manipulam as situações à revelia dos eleitores e da própria necessidade do município. O PT, mais uma vez, está protagonizando atitudes que comprometem a seriedade do processo pré-eleitoral. Faltando praticamente um ano para as eleições municipais, o momento é de preparação, estratégias, articulações, enfim, de seriedade e foco. Mas não é isso que o PT guaçuano está demonstrando. Aliás, o partido está fazendo exatamente o contrário. Ou seja, age como se a ocasião fosse apenas uma pré-folia.

É inadmissível que uma sigla tradicional como é o Partido dos Trabalhadores faça uma reunião com os filiados para anunciar que terá pré-candidato a prefeito e o tal pré-candidato não comparece. Diz-se tal candidato, porque em nenhum momento a direção da Executiva Municipal do PT confirmou que o nome era do vereador Alexandro de Araújo, o Alex Tailândia (PT). Mas também não negou que ele fosse a bola da vez. O fato é que o PTlocal passou recibo à população ao adiar o anúncio do nome do pré-candidato a prefeito pela sigla justamente porque Tailândia não compareceu ao evento partidário. Bingo. Claro que o nome que seria anunciado era mesmo do vereador petista. Mas como, então, Alex Tailândia alega que não sabia do evento oficialmente? Como, então, ele manda avisar que não vai comparecer à reunião com os filiados petistas para tratar de um assunto que é de extremo interesse dele? Ou ainda como Tailândia alega que até sabia do evento, mas avisou antes que não iria comparecer e mesmo assim a Executiva Municipal do PT prossegue com a realização da reunião? Só para dizer que não teria mais anúncio nenhum porque o principal interessado no assunto não estaria presente? São perguntas que não poderiam estar sendo feitas num momento como este? Pré-eleitoral. Parece brincadeira, mas não é. É amadorismo político. É incompetência política.

Mogi Guaçu precisa de respeito e merece recebê-lo de todos que pleiteiam cargos eletivos em 2016. A cidade já sofre por ser considerada falida financeiramente, subdesenvolvida e com poucas perspectivas de melhorias pelos próximos 10 anos, pelo menos. No entanto, esses e outros predicados não permitem que o município também seja palco de cenas de novela mexicana. Quando um político ‘chora’ de um lado, porque a cidade não tem dinheiro para nada. Outro faz charme porque não considera que seu nome seja tão importante assim. Enquanto isso, outro político não sabe se fica ou se saí e enquanto expõe sua indecisão esquece que há outros ‘colegas’ à espreita de sua definição para também traçar seus próprios rumos. Enfim, falta pouco para as próximas eleições, praticamente um ano, mas falta muito, mas muito mesmo para a política partidária guaçuana aprender que o processo eleitoral, inclusive o pré, é momento crucial e primordial para o mandato que está por vir. É preciso aprender o quanto antes que os holofotes devem ser usados para evidenciar propostas, projetos de governo e os caminhos, atalhos para o desenvolvimento da cidade e não para iluminar egos, evidenciar rixas políticas e alimentar ainda mais essa hipócrita fogueira das vaidades.

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