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Editorial: Mãos à obra

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A falta de recursos tem sido a principal justificativa de muitas Prefeituras para a não realização de obras nem mesmo a continuidade de serviços básicos e essenciais para a população. Mogi Guaçu não foge à regra, infelizmente. Por isso, o anúncio da chegada de R$ 10 milhões é uma boa notícia tanto para a Administração Municipal quanto para a população guaçuana. É claro que esse financiamento terá que ser pago, mas não deixa de ser uma saída nesse momento de crise econômica.

O recurso anunciado pelo prefeito Walter Caveanha (PTB), nesta semana, é o primeiro que chega após os projetos aprovados pelos vereadores no ano passado. A linha de crédito FINISA (Financiamento à Infraestrutura e Saneamento) foi liberada pela Caixa Econômica Federal para a execução de toda a infraestrutura da Avenida Nico Lanzi, para a construção do novo prédio da Faculdade de Medicina na Faculdade Municipal “Professor Franco Montoro”, além da aquisição de quatro caminhões para a coleta de lixo e do projeto Cidades Inteligentes, que é o geoprocessamento.

Sem sombras de dúvida a obra mais esperada é a da Avenida Nico Lanzi, uma das entradas da cidade e que recebe uma enxurrada de críticas da população em geral. Melhorias no local são esperadas desde 2013, quando Caveanha assumiu a Prefeitura. Mas, desde então, diversas foram as justificativas para a não realização do serviço. Agora, espera-se que a demora tenha valido a pena e, principalmente que a obra seja de qualidade e que tenha começo e fim.

A construção do novo prédio da Faculdade de Medicina é outro investimento anunciado, mas esse, talvez, é o que gera maior incerteza. Há pelo menos dois anos, a Prefeitura tem investido pesado na Faculdade Municipal visando o novo curso, mas até agora nem o vestibular foi anunciado. Qual será o retorno que esse prédio novo dará ao município? São perguntas que precisariam ser respondidas pela equipe da Administração Municipal. Esse investimento é diferente, por exemplo, da compra dos quatro caminhões de lixo. A população será diretamente atingida com a melhora nos serviços de coleta. E todo o investimento que tem sido feito na “Franco Montoro”? E as turmas que não têm mais do que 10 alunos, o que está sendo feito? É uma visão negativa que precisaria ser revertida pelos responsáveis mesmo antes de se ‘brigar’ por novos cursos que precisam despender tanto investimento, como a medicina.

Espera-se que a lista de prioridades da equipe de Caveanha esteja alinhada com as necessidades da população, pois o cenário da cidade é desanimador: obras paradas, mato e entulho em todos os cantos. Pode ser que o projeto Cidades Inteligentes, que é o geoprocessamento, seja uma alternativa para aumentar a arrecadação do município, uma vez que ele terá influência direta no IPTU (Imposto Predial e Territorial Urbano). São medidas necessárias, pois a cidade tem crescido e a arrecadação não tem acompanhado. Mas é sempre bom lembrar que toda e qualquer mudança deve ser feita com total transparência, principalmente porque a conta final será paga por todos.

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