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Editorial: Lugar ao sol

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O prefeito Walter Caveanha (PTB) obteve um oásis em sua difícil caminhada rumo ao último ano de seu mandato. O anúncio do contrato para a construção de dois viadutos com investimentos de R$ 10 milhões e sem qualquer contrapartida do município é uma conquista a ser comemorada – até mais pelo governo do que pela própria população. Em que pese a importância dos viadutos para os moradores daquela região, uma vez que irão transpor a linha férrea ao lado do já existente na Avenida Emília Marchi Martini e próximo ao que dá acesso ao Jardim Novo I, a notícia alvissareira interrompe uma sequência de decisões e ações de repercussão negativa do governo.

Além disso, o próprio anúncio em si quebra o marasmo da Administração Municipal que tem passado mais tempo justificando contratempos em obras a serem finalizadas do que em projetos que foquem no futuro da cidade. O feito, contudo, tem um DNA que em momento algum poderá ser questionado: o do vice-prefeito Daniel Rossi (PL). Desde que anunciou os viadutos, Daniel contou com o apoio do pródigo deputado Marcio Alvino (PL), que vem conquistando espaço na cidade. Ainda que os recursos sejam federais, o vice-prefeito encampou a ideia, resistiu a toda sorte de desconfianças e críticas e com a ajuda do colega de partido conseguiu ver concretizado parte do projeto: a assinatura para o início das obras.

Restou a Walter Caveanha surfar na onda otimista do vice que, como era do conhecimento de muitos, jamais foi o nome dos sonhos para compor a chapa, mas que vai se transformando no candidato iminente para disputar a continuidade do governo nas próximas eleições. Ainda que os louros recaiam de modo geral ao Governo Municipal com o início da construção dos dois viadutos, Caveanha perdeu, mais uma vez, a chance de protagonizar a vinda de uma obra de grande proporção para a cidade. O prefeito segue com a imagem associada a uma época áurea de casas populares, que já não se repete, e parece não dispor mais de padrinhos políticos de alto gabarito que possam auxiliá-lo nas esferas Estadual e Federal na inglória batalha de obter conquistas para o município em tempos ainda de desconfiança econômica e política.

Caso Walter Caveanha não queira ser coadjuvante nos meses que ainda restam de mandato precisará mostrar que sua experiência política lhe deu fôlego suficiente para superar os desgastes e alentar seu grupo político. Daniel Rossi saiu na dianteira e, se não se contentar com o que já conquistou, poderá dar um novo ritmo à Administração Municipal. Melhor se for com o aval do prefeito.    

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