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Editorial: Literalmente básicos

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As últimas semanas têm sido marcadas por uma enxurrada de críticas vindas da Câmara Municipal. Os temas são os mais variados: da falta de médicos ao constante atraso na coleta de lixo. Os assuntos são comentados exaustivamente pelos vereadores, em especial os que compõe a base de oposição ao prefeito Walter Caveanha (PTB). Apesar que até os vereadores tidos como sendo da situação também têm utilizado a tribuna da Câmara para criticar o andamento de serviços ou a falta deles. A lista é extensa: falta de médicos, morosidade na coleta de galhos e entulho, falta de manutenção da iluminação pública e das praças e áreas verdes, obras paralisadas, entre tantos outros assuntos.

A Prefeitura parece estar entorpecida diante das situações, algumas tida como corriqueiras, que estão acontecendo no município. Licitações que travam ou demoram a ser finalizadas e, assim, os problemas vão se acumulando. Exemplos não faltam nesses quase seis meses de 2019. A licitação da carne para a merenda atrasou e os alunos foram prejudicados com a falta da proteína, a licitação para contratar empresa para a coleta de galhos e entulho também patinou e o resultado catastrófico ainda pode ser verificado em diversos bairros da cidade. São montanhas de galhos secos acumulados e entulhos de todo o tipo sobre as calçadas.

Os pontos de escuridão também são verificados nos quatro cantos da cidade e a empresa contratada (licitação em andamento) ainda vai iniciar os serviços que já estão atrasados há meses. O mato alto em algumas áreas verdes e praças começou a ser combatido em algumas regiões, mas está longe de conseguir resolver o problema. São serviços básicos que não estão sendo realizados como deveriam ser e quem tem pagado caro é a população. É quem procura a unidade de saúde e não encontra o médico, é quem observa o entulho em frente à sua casa há meses ou ainda quem se sente inseguro por caminhar por ruas escuras.

Tarefas consideras simples, mas que pararam ou não estão sendo feitas como deveria pelo Poder Público. Nem mesmo a justificativa de falta de recursos pode continuar a ser aceita neste momento em que a economia do país ainda patina. Ninguém está pedindo grandes obras, nem mesmo as que foram anunciadas recentemente pela Prefeitura, mas, sim, que os serviços básicos sejam feitos ininterruptamente e com a qualidade que se espera. Anunciar a contratação de médicos após uma reunião com os vereadores da base depois de uma série de críticas e reclamações da população e da própria Câmara não é o que se espera de um político experiente como Walter Caveanha (PTB). Pode ou não pode contratar pelo Consórcio Intermunicipal? A assessoria disse, inicialmente, que não. Primeiro porque não tinha processo seletivo válido e, segundo, porque não tinha dinheiro. Mas o vereador Francisco Magela Inácio, o Chicão do Açougue (PSD), garantiu a contratação dos médicos dentro de 15 dias e espera-se que a informação dele seja a verdadeira. É preciso que alguém tome as rédeas da situação o quanto antes, pois não dá para esperar sentado a chegada de dezembro de 2020.

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