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Editorial: Limpeza é responsabilidade de todos

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A limpeza urbana é responsabilidade do Poder Público. Quanto a isso não resta dúvida, pois está devidamente especificado na Lei Orgânica do Município. A mesma lei também prevê penalidade para quem depositar lixo em via pública, fora do horário de coleta e em locais inadequados para tal fim. Além disso, as regras não escritas da boa educação e as normas de civilidade e bom senso deveriam bastar para garantir o empenho de todos na limpeza da cidade. A limpeza e conservação dos espaços públicos é obrigação de todos e de cada um.

Neste começo de ano a limpeza da cidade tem chamado à atenção, pois o cenário é desanimador: lixo doméstico jogado em áreas verdes, inúmeros bolsões de lixo, restos de poda e de construções deixados sobre as calçadas. É claro que a suspensão da coleta de galhos e a morosidade na coleta de entulhos contribuem com esse cenário, mas fica evidente também a falta de conscientização da população. Áreas que são limpas hoje amanhecem com lixo no dia seguinte. Essa situação tem sido observada com frequência na maioria dos bairros.

O Poder Público precisa fazer sua parte- promovendo serviço regular de limpeza pública, a coleta e destinação adequada do lixo-, porém, a maior responsabilidade recai sobre cada cidadão. A falta de consciência a respeito da necessidade de limpeza dos espaços públicos é absurda. Muitas pessoas- para não dizer a maioria- parece não ter a noção de patrimônio público, algo que é de todos e que precisa ser cuidado e preservado. É tristemente frequente a cena de lixo sendo atirado pelas janelas dos veículos, emporcalhando as ruas, terrenos baldios e áreas verdes. Locais que estão sendo transformado em lixões e depois alimentados pelos próprios vizinhos. A coleta de lixo domiciliar da cidade é feita regularmente (quando os caminhões não quebram) e justamente por isso não se justifica o lixo doméstico sendo deixado em bolsões irregulares.

A situação da cidade é tão grave que a Administração Municipal terá que pensar num plano rápido e urgente para dar conta da limpeza de todos os bairros quando a coleta de galhos e de entulho for normalizada. Mutirões poderão ser alternativas para evitar que a cidade fique ainda mais suja e feia. Mas e depois? As autoridades municipais terão que pensar numa estratégia para mudar essa cultura ‘suja’ dos moradores que não contribuem com a cidade. Talvez, a contratação de mais fiscais para multar os ‘sujismundos’ poderia ser uma delas.

Não deveria ser necessário que o Poder Público gastasse milhões em serviços de limpeza (no caso dos bolsões de lixo) para, meses ou dias depois, ter que repetir a operação pelo fato de o mesmo local já estar tomado de lixo novamente. Um desperdício causado pelas pessoas que, depois, cobram serviços sem admitir que deixam de cumprir seu papel.

Educação parece algo tão simples, mas ao mesmo tempo, tão complexo. É preciso a edição de uma lei mais rígida estabelecendo punições para aqueles que não se importam de emporcalhar o próprio ambiente em que vivem. É fato que não é essa lei- sem tirar seus méritos- que tornará Mogi Guaçu uma cidade visivelmente mais limpa. É apenas um paliativo que ataca a consequência do problema, mas não o problema em si, que é a falta de educação das pessoas. Felizmente, há também os que se importam e se empenham em fazer sua parte, tomando atitudes que podem parecer pequenas, mas que fazem toda a diferença.

 

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