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Editorial: Independência ou?

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A eleição do vereador Rodrigo Falsetti para a Presidência da Câmara Municipal foi bastante comemorada pela maioria dos vereadores, ou melhor, por oito dos 11 que participaram da sessão da última segunda-feira (10). Para eles, a vitória do petebista demostra uma mudança defendida pelo grupo, principalmente com relação à independência da Casa de Leis.

A palavra independência tem sido dita com certa frequência pelo grupo que apoiou Falsetti e, por isso, existe uma possibilidade de o prefeito Walter Caveanha (PTB) e sua equipe não terem vida fácil nos próximos dois anos. Não que a eleição de Falsetti será de oposição ferrenha, pois o mesmo já avisou que os projetos considerados bons serão votados. Mas a disposição da maioria em votar projetos que chegam em cima da hora como vinha ocorrendo já não é mais a mesma. Além disso, os vereadores reclamaram ao longo do ano de falta de diálogo com os secretários municipais e com o prefeito que dificilmente respondiam aos requerimentos e indicações dentro do prazo, quando enviavam respostas. Projetos enviados sem maiores explicações e votados em regime de urgência também foram outras reclamações dos vereadores.

Esse cenário pode mudar com Rodrigo Falsetti no comando da Câmara guaçuana, principalmente porque ele tem a maioria do seu lado. Tudo indica que os grupos situação e oposição mudaram e somente o tempo dirá de que forma os 11 vereadores vão conduzir seus trabalhos nos dois últimos anos de seus mandatos.

Na última sessão antes da eleição, o prefeito não teve sucesso em conseguir a aprovação de um projeto que autorizava concurso público na Faculdade Municipal “Professor Franco Montoro” e também criava novos cargos na instituição. Alegando que o documento chegou em cima da hora, os vereadores optaram por não colocá-lo em votação. Essa foi uma das poucas vezes que os vereadores barraram uma votação do Executivo.

Embora os poderes sejam independentes, eles estão intrinsecamente relacionados e necessitam da constante articulação para que o sistema funcione como um todo. Esse, talvez, seja o recado dado ao prefeito e sua equipe pelos vereadores que apoiaram Rodrigo Falsetti. E foi justamente no diálogo com a maioria que o prefeito ‘pecou’ nesses últimos dois anos e certamente será uma postura a ser revista para 2019 e 2020. Faltando dois anos para o término dos mandatos, o assunto eleições municipais voltou a ser discutido no meio político e entre os vereadores. Eles defendem que os candidatos ao Executivo em 2020 saíam de dentro do Legislativo. Ou seja, o grupo que elegeu Falsetti não só traçou uma estratégia para a eleição da Presidência da Câmara, como também para o pleito de outubro de 2020.

Mudanças de comportamentos e posições são esperadas para o próximo ano, assim como só o tempo dirá até quando irá durar essa ‘independência’ tão propagada pelos vereadores guaçuanos.

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