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Editorial: Espera-se mais de 2020

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O ano de 2019 está quase no fim e a impressão que se tem é de que muita coisa aconteceu, mas quase nada mudou. Os moradores do Jardim Santa Terezinha continuam aguardando as obras antienchentes prometidas para esse ano e os moradores da região dos Ypês o retorno da UPA (Unidade de Pronto Atendimento) ao Jardim Santa Marta há quase seis anos. Já a esperada melhoria na Avenida Nico Lanzi aconteceu após oito meses de obra e mudou o visual de uma das entradas da cidade.

O ano em que ficou marcado pela falta de carne na merenda escolar e pela falta de contrato para a coleta de galhos e entulhos não pode-se dizer que foi positivo para uma Administração Municipal que não conseguiu fazer o básico ou manter os serviços em dia. As reclamações continuam sendo as mais variadas possíveis: desde buraco em vias públicas, falta de iluminação, falta de remédios e médicos na rede municipal e até de livros nas escolas. Erros que precisam servir de exemplo para a próxima Administração Municipal que virá a partir de janeiro de 2021.

Porém, até lá, a equipe capitaneada pelo prefeito Walter Caveanha (PTB) terá a missão de driblar as dificuldades no próximo ano, dar continuidade aos serviços essenciais à população, terminar algumas obras que estão em andamento há anos e priorizar o que realmente é importante nesta reta final. Mesmo com as contas públicas em dia e conseguindo que a cidade pudesse projetar novas obras e investimentos por conta de empréstimos, ficou devendo, inclusive o fato de que os projetos não saíram do papel pela não liberação de grande parte dos recursos. Outro tema que ficou devendo foi a questão da industrialização, pois empresas novas sumiram de Mogi Guaçu e empresários que poderiam ampliar seus negócios nem foram atendidos no 4º andar da Prefeitura, segundo relatos de vereadores, inclusive os da situação.

A obra do tão comentado corredor de ônibus na região dos Ypês é tida como uma das prioridades de Caveanha, mas ela perde para o curso de medicina na Faculdade Municipal “Professor Franco Montoro”, que terá o primeiro vestibular em janeiro. Investimentos volumosos foram despendidos para esses dois projetos e o chefe do Executivo nunca escondeu que são suas prioridades, pois no futuro vislumbra uma cidade melhor e mais arrojada com esses dois investimentos. Críticas foram feitas principalmente vindas da Câmara Municipal, mas que não impediram que os investimentos acontecessem e, agora, os votos são para que esses projetos realmente elevem Mogi Guaçu para um patamar mais elevado, pois os últimos anos têm sido difíceis.

Em que pese toda a crise econômica e política pela qual o país passa, Caveanha sempre teve contra si o fato de estar comandando a cidade pela quinta vez e possui experiência de sobra para ter driblado alguns problemas que fugiram do seu controle, como a falta de carne na merenda, o atraso de diversas obras e várias promessas feitas e não cumpridas.

O que se espera neste último ano de mandato? Que as promessas e os prazos sejam cumpridos, que os serviços essenciais sejam mantidos e, talvez o mais importante, que a transparência se faça presente, pois é inadmissível que a mudança de um simples posto de saúde não possa ser comunicado com antecedência aos moradores e maiores interessados. O ideal é que as pessoas consigam perceber e tenham cada vez mais consciência de que todos fazem política, de uma forma ou de outra. A sociedade não cresce sem que as pessoas que fazem parte dela não se envolvam nos problemas que ocorrem a todo momento na vida coletiva. Muitas vezes esses problemas poderiam ser resolvidos rapidamente pelo diálogo franco e aberto.  Política é a arte do diálogo.

 

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