Home»Editorial»Editorial: Embate limpo e transparente

Editorial: Embate limpo e transparente

0
Compartilhamentos
Pinterest Google+

A sessão da Câmara Municipal da próxima segunda-feira (11) promete ser atípica com a visita da secretária de Educação, Célia Mamede. Ela atende a uma convocação aprovada em plenário no dia 11 de fevereiro. Quando a convocação foi apresentada pelo vereador Guilherme de Sousa Campos, o Guilherme da Farmácia (PSD), os problemas enfrentados na merenda escolar ainda não tinham vindo à tona. A secretária foi convocada para falar sobre o corte do transporte de alunos e também sobre a falta de estrutura de algumas escolas.

Porém, o assunto principal da sabatina deverá girar em torno da falta de produtos na merenda e, principalmente, no atraso da entrega da carne de vaca e de porco. O processo licitatório só foi aberto em janeiro, mas foi paralisado por conta de recursos. Agora, ele foi desmembrado para que a compra das proteínas possa ser feita. Além da carne bovina e suína, a Secretaria de Educação também irá comprar frango e salsicha.

A semana foi curta por conta das comemorações do Carnaval, mas, mesmo assim, a situação da merenda mostrou que está longe de ser resolvida. Nem mesmo a compra emergencial de frango e o reforço do peixe conseguiram amenizar o problema. Escolas não serviram carne nesta semana, apenas ovo e legumes. Pais dos alunos têm acompanhado o cardápio servido nas escolas e também tem cobrado a secretária de Educação. Não é a qualidade da merenda escolar que está sendo discutida, mas a falta de planejamento de uma Pasta que tem o maior orçamento do município.

Uma nova licitação será feita no dia 18 de março para a compra de carne bovina e suína a um custo estimado de pouco mais de R$ 3 milhões para o período de um ano. Também não é o valor que chama a atenção nesse caso, mas a morosidade com que os processos licitatórios referentes à compra de carne foram feitos. A ponto de prejudicar um serviço que sempre foi elogiado na cidade. Não tem como não fazer um parâmetro com o processo que investiga o suposto superfaturamento na compra de carnes, peixes e frango para a merenda escolar da rede municipal. Pode ser que a cautela com o novo processo seja tamanha que resultou nesse atraso, mas que trouxe prejuízos aos alunos. Tanto a secretária de Educação quanto o prefeito Walter Caveanha são réus no processo que segue tramitando na Justiça, assim como o ex-prefeito Paulo Eduardo de Barros e outros ex-secretários de Educação e funcionários do setor de Licitações da Prefeitura.

É claro que a preocupação com o dinheiro público deve nortear o trabalho dos agentes públicos, mas essa cautela não pode fazer com que a merenda escolar seja prejudicada a tal ponto como chegou a de Mogi Guaçu. Até porque esse tipo de licitação é um trabalho corriqueiro de qualquer Secretaria de Educação em todo começo de ano letivo. Por isso, espera-se que esse atraso não esteja atrelado ao processo que está sob judice com o único objetivo de beneficiar os réus. Espera-se transparência e eficiência dos agentes públicos e são esses dois comportamentos que devem ser demonstrados pela secretária de Educação quando ela estiver respondendo às perguntas dos vereadores na segunda-feira. E que os nobres edis façam os questionamentos com clareza e não transformem o plenário da Câmara em palanque eleitoral. O problema da merenda precisa ser resolvido e ponto.

Post anterior

Tome Nota da edição de sábado, dia 9

Próximo post

Projeto veta cobrança de religamento de água