Home»Editorial»Editorial: É preciso incentivar e investir

Editorial: É preciso incentivar e investir

0
Shares
Pinterest WhatsApp

Como alternativa ao ‘horário comercial’, alguns setores do comércio têm buscado dar opções a quem não consegue fugir do horário de trabalho. Exemplo disso são as feiras livres que estão adotando o período noturno em diversas cidades do país. Além do atendimento ao cliente, entra também a questão econômica, pois abre espaço para novos feirantes e também dá oportunidade de mais trabalho para quem costuma enfrentar o sol e a chuva durante as tradicionais feiras livres. Elas são uma tradição cultural, tem uma participação direta na economia das cidades e têm um valor democrático e social muito forte.

Em Mogi Guaçu, as feiras livres continuam sendo realizadas no período da manhã em diversos bairros e, recentemente, a Feria Gastronômica do Trabalhador, realizada no Clube de Campo dos Metalúrgicos, à Avenida Brasil, nas noites de terça-feira, tem chamado a atenção. Já está mais do que comprovada a adesão dos feirantes e, principalmente, a participação da população. Tanto que a Prefeitura notificou a direção do Sindicato dos Metalúrgicos para que regularize a documentação da feira noturna, o que já está em andamento, segundo o presidente da entidade e ex-vice-prefeito Marçal Georges Damião, conforme matéria da repórter Cláudia Helena da Silva Marquezi nesta edição.

Em que pese que o interesse do sindicalista tem sido o financeiro junto com a visibilidade política, a iniciativa é para ser comemorada. O sucesso do evento tem demonstrado que Mogi Guaçu, sendo a maior cidade entre os vizinhos, está atrasada na questão, pois ainda está discutindo a mudança da feira livre do Parque Cidade Nova, a maior e mais tradicional do município. Mesmo que a mudança de endereço (para o canteiro central da Avenida Julio Xavier da Silva) dê certo, a feira noturna deveria ser um item tido como prioritário pela Administração Municipal, principalmente pela questão financeira.

As vizinhas Mogi Mirim e Estiva Gerbi já realizam, há bastante tempo, as feiras noturnas e o movimento comercial tem sido positivo para os feirantes e para as Prefeituras que têm incentivado o trabalho. De olho nesse setor, o vereador Luís Zanco Neto (PPTC) protocolou, nesta semana, requerimento solicitando informações à Secretaria de Serviços Municipais sobre a viabilização de feira livre noturna no Distrito de Martinho Prado Júnior e Chácaras Alvorada. A informação do responsável pela SSM, o secretário Luiz Martini Neto, é de que a possibilidade da feira noturna em Mogi Guaçu ainda não foi discutida. Mais uma demonstração clara de que o assunto não é tido como prioritário pela equipe do prefeito Walter Caveanha (PTB).

Mais do que simplesmente mudar a feira livre do Parque Cidade Nova de endereço, a Prefeitura deveria estar se debruçando sobre projetos que pudessem definir um local amplo e moderno para acomodar os feirantes nos dois períodos. Os bairros continuariam com as feiras que já são realizadas no período da manhã e a do Parque Cidade Nova e a feira noturna ocupariam um local apropriado, que geraria renda para os feirantes, ajudaria a movimentar a economia do município e não incomodaria vizinho algum. Faltam projeto e planejamento, pois áreas o município tem várias. Falta, principalmente, diálogo com essa categoria que só tem crescido. É preciso incentivar e investir. Para ontem.

Previous post

Piscinas voltam a funcionar; domingos só no período da tarde

Next post

Dupla da SET garante 5º lugar em torneio de vôlei de praia