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Editorial: É preciso conhecer a fonte

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É cada vez mais difícil saber se determinada frase que circula pela internet foi realmente dita. Sem falar nas notícias que correm a galope, principalmente nas redes sociais, sendo muitas vezes “fakes” com informações e imagens manipuladas. Não é difícil encontrar falsas notícias nas redes sociais, como Facebook, WhatsApp e Twiter. Você já parou para pensar se essa ou aquela notícia é realmente verdadeira?

Não se pode confundir rede social com mídia, há uma grande diferença entre elas. O Facebook, assim como o YouTube, é uma empresa de entretenimento, e como tal deve ser encarado. Quanto mais tempo o usuário fizer uso do serviço que oferece, maior será seu lucro, ainda que seu domínio seja o reino da mentira e do discurso preconceituoso.

Para estudiosos da área de comunicação, há uma fronteira muito tênue, hoje, entre o que é entretenimento, o que é serviço e o que é notícia. A notícia é responsabilidade da mídia, que possui autoridade para tratar de determinados assuntos de interesse social. Na mídia é onde está a verdade, enquanto no Faceboook predominam os boatos e as polêmicas que só estão ali para gerar uma reação por parte do usuário. Nesse jogo, vale-tudo para ‘segurar’ o usuário.

Nesta semana, uma foto da ponte de ferro publicada em rede social colocando em dúvida a segurança da travessia assustou a população guaçuana e até de cidades vizinhas. A partir daí, comentários dos mais diversos foram ganhando espaço e se propagando. Por mais que a fissura no asfalto chame a atenção, o assunto não poderia ter sido tratado como alarmante sem antes as autoridades do município serem consultadas ou algum especialista da área. É assim que é feito quando um jornalista vai apurar alguma informação. É preciso apuração, investigação e a certeza do que será publicado, a fim de evitar que o assunto não cause alarde sem necessidade. Infelizmente, a internet por meio das redes sociais tem dado voz para pessoas que se acham em condições de produzir vídeos ou textos ‘ jornalísticos’, mas totalmente fora dos padrões aceitáveis.

Apesar de inofensivos em alguns casos, há relatos de pessoas agredidas e até assassinadas por conta de informações falsas, o que indica que combater sua repercussão é uma necessidade. O principal problema nesse caso é que muitas vezes as pessoas acreditam estar fazendo uma coisa boa. Estão passando adiante uma informação que vai ajudar ou proteger alguém. Mas é justamente essa a intenção de quem constrói o boato. Ele é feito para parecer algo revoltante ou extremamente convidativo, de forma que o leitor compartilhe sem reflexão, sem pensar se aquela informação faz mesmo sentido.

Mas como evitar cair em um boato? Essa é a principal questão em um momento que a avalanche de informações dos mais diversos tipos está acessível a todo momento, em qualquer plataforma. Em um ponto os especialistas no tema são unânimes: não se deve compartilhar uma informação sem conhecer a fonte. A imprensa especializada existe para informar e, por isso, seja necessário enquadras empresas como o Facebbok numa categoria única- quer seja de mídia, quer seja de entretenimento ou simplesmente uma rede social. Quando uma rede social é enquadrada numa lei de mídia, corta-se tudo o que é falso ou mentiroso. Isso traz a vantagem adicional de tornar a imprensa muito melhor.

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