Home»Editorial»Editorial: É preciso colocar os pés no chão

Editorial: É preciso colocar os pés no chão

0
Compartilhamentos
Pinterest Google+

Quem não sonha com um emprego melhor, uma casa maior ou até mesmo ganhar na Mega Sena? Por isso, o sonho do prefeito Walter Caveanha (PTB) de transformar a área onde hoje está localizada a ETE (Estação de Tratamento de Esgoto), na Avenida Brasil, no Porto Mandi não pode ser classificado como loucura. Mas, por outro lado, nos casos em que há dinheiro público envolvido tudo tem que ser criteriosamente analisado. A meta do petebista é retirar a lagoa de tratamento de onde ela está localizada e investir no local para que ele torne-se uma grande área de lazer e turismo. O assunto tem sido destacado pelo chefe do Executivo em coletivas de imprensa (as poucas que são promovidas) e até em encontros com empresários da cidade.

É claro que o sonho do prefeito depende da conquista de recursos para que o projeto saia do papel, mas tudo indica que ainda há um longo caminho pela frente. Mas o que será feito até lá? Mogi Guaçu está longe de ser uma cidade turística e o mais grave é quase nada tem sido investido nos equipamentos existentes no município. O mais recente exemplo disso é a situação deplorável em que se encontra o Jardim dos Lagos, como a repórter Cláudia Helena Silva Marquezi traz nesta edição. O local está abandonado e foi verdadeiramente esquecido pelo Governo Municipal. Se existe um projeto para alavancar o turismo na cidade qual o motivo de não usar o que já existe? Qual o motivo de querer investir milhões num projeto que demorará anos para poder trazer algum tipo de benefício para a população guaçuana? São perguntas que deveriam nortear os projetos discutidos e apresentados pelo Poder Público.

Todos os anos são divulgados informes sobre a chegada de emenda parlamentar destinada para o Jardim dos Lagos e Parque Chico Mendes, mas em seis anos de governo nada mudou, e os dois locais continuam abandonados. A situação do Jardim dos Lagos talvez seja a mais crítica, pois uma entidade que deveria zelar pelo local está deixando de cuidar da área e pneus jogados sem qualquer cuidado deixam os vizinhos alarmados. Isso acontece na mesma hora em que a Prefeitura lança uma campanha de combate à dengue. 

Enquanto Mogi Guaçu só tem discursos sobre projetos mirabolantes para alavancar o turismo, cidades como Mogi Mirim, Estiva Gerbi e Itapira já pertencem ao MIT (Município de Interesse Turístico) e, com isso, passarão a receber cerca de R$ 650 mil por ano para ações de estímulo ao turismo, com obras de pavimentação e revitalização de áreas com grande fluxo de visitantes. E os encontros que começaram a ser feitos para que Mogi Guaçu também fosse aceita e passasse a pertencer ao MIT? 

O abandono de equipamentos de lazer como o Jardim dos Lagos e o Chico Mendes e o desmazelo com as áreas verdes demostram que a cidade está longe de priorizar o que de fato pode trazer benefícios para sua população. Sonhar é bom, mas está na hora de colocar os dois pés no chão e no caso do chefe do Executivo por em prática projetos que são mais realistas e investir no que o município tem de bom. Recuperar Mogi Guaçu deve ser a prioridade.

Post anterior

Merenda: Prefeitura abre licitação para compra de carne

Próximo post

Livro: Vitória Paliari lança “Maquinaria”