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Editorial: Depois do tiro, o cheiro. Afinal, que cheiro foi esse?

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Em meio às campanhas eleitorais deste 2º turno, questões ligadas ao meio ambiente e ao saneamento básico tomaram conta dos noticiários e das redes sociais, nesta semana, em Mogi Guaçu. Além das trocas de tubulação de água que vão melhorar o abastecimento em alguns bairros da cidade, outros fatos não foram tão bem pontuados assim à população. Um deles foi o forte e péssimo cheiro que tomou conta de grande parte de Mogi Guaçu incomodando os moradores e deixando-os indignados com tamanho descaso acerca das razões que causaram tal odor. Foram dias e noites nos quais milhares de moradores tiveram que recorrer à imprensa e às redes sociais em busca de uma resposta que convencesse e fosse plausível para explicar o porquê os ares de Mogi Guaçu fediam tanto!! Mas nada ou pouco foi esclarecido até então…

Enquanto as chuvas caiam ‘limpando o ar’ da poeira, o forte odor ruim persistia mesmo após tanta água despencando sobre a cidade. Inúmeros questionamentos vieram à tona. Tinha quem apostasse na lagoa de tratamento de esgoto (pinicão) que fica próxima à Avenida Brasil. Outras pessoas defendiam que o próprio Rio Mogi Guaçu estava exalando tal cheiro de esgoto. E ainda houve quem apontou grandes empresas da cidade como as prováveis causadoras do mau cheiro. O fato é que o odor foi e voltou, foi e voltou e nem a unidade da Cetesb de Mogi Guaçu se empenhou de fato para identificar a origem do forte e desagradável cheiro que tirou até o paladar de muitos cidadãos guaçuanos que não conseguiam comer ao mesmo tempo que inalavam o intenso cheiro de esgoto que pairava no ar. A Prefeitura de Mogi Guaçu por meio da Saama (Secretaria de Agricultura, Abastecimento e Meio Ambiente) também pouco fez para tentar encontrar a origem do péssimo odor que atingiu dezenas de bairros do Município. Aliás, o Governo Municipal pouco exigiu e cobrou, inclusive da própria Cetesb, para que alguma atitude fosse tomada a fim de identificar de onde partia tal cheiro para que a punição fosse aplicada. A possibilidade de um crime ambiental parecia ser evidente! Mas o fato é que a situação transcorreu como se nada – ou quase nada – estivesse acontecendo na cidade. Agora, Mogi Guaçu está prestes a receber o Governador do Estado de São Paulo, Márcio França (PSB), candidato à reeleição neste segundo turno das eleições. Ou ele chegará à cidade e sentirá na pele – ou melhor, no próprio olfato – o desconforto que milhares de guaçuanos estão sentindo e poderá, assim, exigir providências para que tal cheiro seja identificado e as providências sejam tomadas. Ou ele terá a sorte de não precisar passar por esta situação desagradável que é ficar sentindo por horas a fio um odor de esgoto tão forte que faz com que a pessoa desconfie da própria casa onde mora achando que o vazamento pode ser na sua rede de esgoto. A torcida é para que a segunda hipótese seja a certeira. Afinal, mas desagradável do que sentir tal cheiro de maneira tão intensa e descabida é passar tamanha vergonha diante do Governador do Estado que vai sentir nos ares da cidade um pouco da realidade de Mogi Guaçu.

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