Home»Editorial»Editorial: De novo, o dilema da feira livre

Editorial: De novo, o dilema da feira livre

1
Compartilhamentos
Pinterest Google+

Uma cidade que se preza tem sua bela e rica feira livre funcionando sem muitos impasses. Seja aos domingos, sábados ou nos demais dias da semana lá estará ela: imponente e atraindo centenas de pessoas. O importante é que a feira livre seja o ponto de encontro entre consumidores ávidos para comprar alimentos frescos e com bons preços e trabalhadores que oferecem seus produtos, frutas, legumes e hortaliças para venda. Mas, em Mogi Guaçu, a feira livre tem um algo mais.

E não é de charme que está se falando, não. Na realidade, ela tem um lado tenso, de discussão no sentido mais literal da palavra. Há quase 20 anos, a cidade convive com esse barril de pólvora que é a feira livre funcionando no Parque Cidade Nova, aos domingos. Barril de pólvora, sim, porque chegou ao ponto de que ela pode explodir a qualquer momento tamanha a falta de paciência dos moradores que não suportam mais conviver com tantos transtornos todos os domingos.

E do outro lado, os feirantes, que também não aguentam mais se defenderem de acusações e insistirem na decisão de que somente vão deixar aquele local se tiverem um lugar melhor para instalarem suas barracas. Pronto. Está formada a queda de braço que há praticamente 20 anos não tem vencedor. Nem um lado. Nem outro. Entra e sai prefeito e nada é resolvido ou sequer um primeiro passo é dado pelo Poder Público. Os vereadores se tornaram para-raios desse imbróglio.

Sejam feirantes, sejam moradores do bairro é na Câmara Municipal que eles vão primeiro buscar apoio e tecer suas queixas. O ex-prefeito Hélio Miachon Bueno (PMDB) e o atual prefeito Walter Caveanha (PTB) não podem alegar ignorância. Ambos têm experiência política e administrativa suficientes para terem identificado lá atrás que tal imbróglio ia surgir mais cedo ou mais tarde.

Afinal, Hélio e Walter sabiam que Mogi Guaçu estava crescendo em extensão geográfica e que tal feira livre no Parque Cidade Nova se tornaria uma pedra no sapato dos moradores daquele bairro. Essa lenga-lenga de que há estudos, análises, projetos sobre o assunto não convence mais ninguém. Tudo o que está no papel já passou da hora de sair dele. É difícil? Sim. Muito difícil. Mas o Poder Público vai ter de enfrentar essa briga. Faltam três meses para o início de 2018.

O avanço no calendário deveria ser sinônimo de avanço também em outros comportamentos dos governantes. Até quando esse assunto vai ficar indo e voltando na pauta de problemas do município? Até quando a feira livre que deveria ser ponto de encontro para a descontração vai continuar servindo de ponto de encontro para brigas, discussões e apelos movidos pela insensatez do Poder Público? Os moradores, os feirantes e os frequentadores merecem uma resposta e urgente.

Post anterior

Samu: Após xingamentos comissão definirá futuro de médico

Próximo post

Tome Nota, sábado dia 7