Home»Editorial»Editorial: De novo, faltou planejamento

Editorial: De novo, faltou planejamento

0
Compartilhamentos
Pinterest Google+

Após o problema da falta de carne na merenda das escolas da rede municipal de ensino, um novo problema, essa semana, revelou que a programação das atividades da Secretaria de Educação precisa ser revista, e com urgência. A interdição da Emef (Escola Municipal de Ensino Fundamental) “Antônio Giovani Lanzi”, na Vila Paraíso, após a identificação de trincas, rachaduras e infiltrações, ainda que por precaução ao extremo, já que, segundo a Prefeitura, não há risco iminente aos alunos e funcionários, causou novo transtorno e insegurança às famílias que possuem alunos na unidade escolar. Os estudantes serão acomodados nas dependências das Fimi (Faculdades Integradas Maria Imaculada), na região central.  Perderam alguns preciosos dias de aula no já apertado calendário escolar, mas nada que não possa ser recuperado com a ajuda dos docentes.

O fato é que ações como estas, de reformas de maior monta, já que a Secretaria de Obras e Viação decidiu interditar a escola, devem ser programadas para o período de recesso escolar, sem prejuízo aos alunos e funcionários. Até porque, tais rachaduras e trincas não apareceram na estrutura de uma unidade de ensino, que tem quase 60 anos, da noite para o dia. Uma atenção maior à escola poderia ter evitado os transtornos de uma interdição durante o ano letivo e a confirmação de que planejamento não tem sido o forte de uma das Secretarias com grande número de funcionários da Prefeitura e com a maior receita orçamentária.

Já em fevereiro deste ano, a “Antônio Giovani Lanzi” sofreu os efeitos da falta de manutenção quando teve o teto da cozinha inundado após a forte chuva que atingiu a cidade. Na ocasião, a água vazou pelas luminárias e alguns funcionários ficaram com medo de que houvesse um curto-circuito. Desde então, havia previsão de que a unidade passasse por reforma, mas o caso se agravou até a necessidade de interdição.

Uma pasta com a Educação precisa priorizar ações, planejar reformas, antecipar-se a problemas, principalmente porque lida com crianças e adolescentes. Não se pode empurrar com a barriga, como insiste em fazer outras Secretarias Municipais, porque a inércia pode ter resultados negativos no futuro de milhares de estudantes. Programar-se para um ano letivo vai muito além de contar no calendário quantos serão os dias de aula e quais as atividades serão apresentadas em datas festivas. Consiste também em fazer um raio-X de como anda a estrutura nas escolas que abrigarão os alunos e se estas garantem a segurança deles quando são deixados pelos pais. E quando a resposta for negativa, impor agilidade e planejamento necessários para que os reflexos sejam os menores possíveis na comunidade escolar. Características que parecem estar escassas numa experiente Secretaria de Educação como a de Mogi Guaçu.

 

Post anterior

Jardim Paineira: assinatura de contrato pontua nova etapa

Próximo post

Prefeitura assina contrato de R$ 29,5 milhões