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Editorial da edição de terça-feira, dia 31: Asfalto salvador

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A maioria dos administradores públicos terá missões complicadas para deixar grandes legados aos seus eleitores durante o atual mandato. Com os municípios cada vez mais endividados e assolados pela atual crise financeira pela qual passa o país, a possibilidade de grandes investimentos que possam tornar-se marca de uma Administração é cada vez mais improvável. Dessa forma, resta aos prefeitos intensificar os trabalhos de menor monta e que não permitem grande pirotecnia aos eleitores, mas que também são necessários e podem resultar em boa aceitação pelos munícipes.

O recapeamento que a Prefeitura de Mogi Guaçu vem realizando nas principais vias da cidade é um bom exemplo disso. Ainda que apenas algumas ruas e avenidas de maior fluxo de trânsito estejam sendo priorizadas, em algum momento, o cidadão fará uso delas e dificilmente não gostará do que vai ver. Aliás, a existência de buracos nas vias públicas, juntamente com a falta de poda do mato, costuma ser uma das principais queixas da população quando questionada, muitas vezes superando até problemas considerados mais graves e que exigem investimentos superiores, como na área da saúde.

Conhecedora disso, a equipe do prefeito Walter Caveanha (PTB) tem utilizado com inteligência os recursos que possui ou obtém dos Governos Federal e Estadual para esse fim e deve deixar uma boa impressão, agora na região central, com as obras de recapeamento na ordem de R$ 2,1 milhões (recursos do Estado e contrapartida) que foram iniciadas pela Avenida Marechal Castelo Branco e devem ser concluídas dentro de 15 dias.

E se por um lado o recapeamento é apenas um item na extensa lista de demandas no município, a visão de máquinas e homens atuando em plena região central – em que pese o inevitável transtorno aos motoristas – dará à população a sensação que a cidade não está parada e que há uma preocupação com a questão urbanística, ao menos no que se refere à massa asfáltica.

A Administração Municipal tem ciência de que não poderá resolver a maioria dos problemas apontados pela população nos próximos meses porque faltam recursos financeiros para isso. Assim apregoava o prefeito no começo de seu governo e assim o fará até o final dele. Contudo, o piche no solo e consequentemente a via transformada em um “tapete” para os motoristas deverá resultar em dividendos para Caveanha e provavelmente para seu secretário de Obras e Viação, Salvador Franceli, que não esconde seu interesse em ser candidato nas próximas eleições.

De qualquer forma, a depender da qualidade do serviço que vem sendo feito nas principais ruas e avenidas da cidade, a Administração Municipal terá, ao menos, boas imagens para mostrar à população e terá que torcer para que a imponência do asfalto novo possa ocultar as deficiências da gestão e o que foi preterido em razão da falta de recursos.

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