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Editorial de sábado: Um bom começo

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Diante do problema da crise hídrica no país, o Samae (Serviço Autônomo Municipal de Água e Esgoto), deu, se não um grande, mas um louvável passo a fim de conscientizar as novas gerações de que é fundamental fazer o uso racional da água.

Com a inauguração da chamada Escola da Água, instalada no prédio que abrigava uma Emei (Escola Municipal de Educação Infantil) ao lado da ETA (Estação de Tratamento de Água), na região do Jardim Bela Vista, a população poderá ter a chance de se engajar mais no problema da escassez de água no planeta. Entender, por exemplo, que nem mesmo os temporais que têm atingido a região nos últimos dias serão soluções para o problema crítico do abastecimento na região. Refletir, ainda, que o processo de racionalização do uso domiciliar da água deve começar logo nos primeiros anos de ensino e prosseguir pela vida toda. A falsa ilusão de que se vive em um país onde a água é abundante e nunca se findará cria hábitos que precisam ser revistos e as crianças podem ser disseminadoras dessa ideia.

A crise hídrica é a maior em mais de 80 anos e o país paga o preço por não ter planejado ações que pudessem amenizar a escassez de água. Os sinais foram sumariamente ignorados e o processo de conscientização demorou a ser intensificado. Nem mesmo as escolas deram a devida atenção ao problema, que hoje é assunto de discussão a cada tarefa escolar ou projeto pedagógico.

A redução do desperdício é um dos pontos destacados por especialistas como sendo fundamental para solucionar o abastecimento em áreas populosas. Em termos gerais, a distribuição do consumo hídrico no mundo é de 70% para a agricultura, 20% para a indústria e 10% para o consumo humano. Todos os três setores desperdiçam muita água. A percepção de que a água é um recurso abundante parece contribuir para excessos desse tipo. Mas ela não poderia estar mais equivocada.

A Escola da Água não apenas poderá dar a possibilidade de que jovens alunos visitem o tratamento de água, como tenham acesso a informações preciosas do quanto desperdiçamos e de como podemos garantir a sobrevivência do planeta. Caso o projeto seja levado a sério, pode ainda ganhar ramificações e ampliar a rede de conhecimento para a sustentabilidade ambiental.

O país acostumou-se a não orientar e conscientizar sua população sobre como sobreviver em tempos difíceis. Ao invés da orientação, prefere-se a punição. Para isso, conta com a conivência de uma sociedade cada vez menos interessada em cooperar e pensar no futuro das próximas gerações.

Embora pequena e no início dos trabalhos, a Escola da Água, recém-inaugurada pelo Samae, pode dar uma importante contribuição ao ajudar a valorizar e racionalizar o uso domiciliar da água. Não são feitos mostrados com pompa pelos políticos, mas, se bem utilizados, ajudam bem mais que muitas obras de custo elevadíssimo entregues a toque de caixa.

 

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