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Editorial da edição de 25/08: Passos lentos e curtos

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Em ano pré-eleitoral, percebe-se que – mesmo timidamente – alguns políticos e aspirantes aos cargos públicos começam a se movimentar em direção às suas intenções políticas. A maioria teima em dizer que ainda não sabe o posicionamento que terá e nem em qual sigla partidária ficará. Mero teatro.

Todos já sabem bem o rumo que seus objetivos políticos vão seguir a partir de janeiro do ano que vem. O PMDB local ainda está na corda bamba, já que o vice-prefeito Marçal Georges Damião deixou a sigla e, consequentemente, o comando do partido na cidade. Mas já há quem esteja de olho nesta que é uma das principais siglas partidárias em Mogi Guaçu. E não se trata apenas do empresário Marcos Antonio, que ameaçou ‘pegar’ o PMDB para si, mas, até agora, nada ficou confirmado.

O PMDB guaçuano está próximo de sentir os efeitos do velho ditado: ‘o bom filho a casa torna’. Nos bastidores da política, os rumores sopram a favor do famoso ditado, mas na hora de por os pingos no i, ninguém sabe de nada. O fato é que está ficando tarde para o PMDB tomar uma decisão acerca de seu comando local. Afinal, dependendo de qual liderança política assumir os peemedebistas, as demais siglas vão sofrer as consequências.

Algumas vão perder filiados que vão optar por se unirem ao PMDB. Já outros partidos podem ganhar novos correligionários que não vão querer se manter juntos ao PMDB. E aí poderá começar uma dança das cadeiras que pode, sim, mudar de maneira significativa o cenário político atual. No entanto, é preciso que acelerem os processos, os conchavos e as negociações para que tais definições aconteçam o quanto antes. Isso porque, as filiações para quem quer concorrer aos cargos públicos nas eleições municipais de 2016 têm que ser feita até o início de outubro, ou seja, daqui pouco mais de um mês. Somente com um ano de filiação partidária, o pré-candidato poderá competir os votos nas urnas.

Caso contrário, estará fora do páreo. Diante disso, a dúvida que paira é: o que as lideranças políticas e seus aliados estão esperando para colocar lenha nessa fogueira? Sabe-se, claro, que não se pode fazer pré-campanha eleitoral sob a penalidade de sofrer as sanções previstas pela legislação eleitoral. Mas, sabe-se também que já podem, sim, acelerar os processos de filiações, desfiliações, trocas de comandos partidários e até de domicílios eleitorais…

No entanto, os detalhes da política partidária são justamente estes: deixar tudo para bem próximo do fim do prazo. Trata-se do jogo pelo poder. Um tabuleiro de xadrez no qual todas as peças têm seus valores e precisam ser movimentadas conforme os interesses de cada um, e não de acordo com as necessidades dos eleitores e da cidade. Sendo assim, caras feias ainda serão vistas, sorrisos sem graças também serão registrados e olhares tortos serão percebidos ao passo que o tempo passa rápido, as decisões são proteladas e a população rebaixada ao segundo…terceiro plano.

 

 

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