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Editorial: Cidade tatu

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Mogi Guaçu corre o risco de ganhar o título de cidade tatu. Isso verdadeiramente pode ocorrer se a Prefeitura não se apressar e resolver toda a problemática que envolve a destinação do que é coletado de entulho na cidade. O serviço foi retomado nesta semana, após meses de paralisação, o que gerou uma montanha de entulho para ser recolhido nos quatro cantos do município.

Após contratar a empresa, a mesma do contrato anterior, a coleta foi retomada no meio da semana, mas nem de longe com a rapidez necessária. E nem poderia, pois a Prefeitura ainda não conseguiu uma área para receber todo essa material. A falta de tempo não pode ser usada como justificativa, uma vez que a coleta de entulho não é feita em alguns bairros há pelo menos seis meses. Portanto, a equipe do prefeito Walter Caveanha (PTB) teve bastante tempo para se debruçar sobre um projeto que pudesse ser executado e que resolvesse essa questão.

Mas, como medida paliativa, se é que é possível usar esse termo, foi definido que áreas serão ‘preparadas’ para receber o entulho, já que o município não consegue nem definir nem ter a aprovação da Cetesb (Companhia Ambiental do Estado de São Paulo) para que um aterro próprio seja regularizado. Por isso, optou-se por abrir ‘buracos’ de até mil metros² ou até mil metros³ de volume que sirvam de depósito dos resíduos de construção civil, pois esses locais não dependem de autorização da Cetesb e atendem a resolução 5610.

Algumas áreas foram definidas pela Administração Municipal, sendo no Jardim Chaparral, que já está recebendo o material, e outra no Jardim Canaã. Aliás, a abertura desse ‘buraco’, localizado atrás da Emef (Escola Municipal de Ensino Fundamental) “Iná de Oliveira Marconi” chamou a atenção dos moradores devido ao movimento de máquinas no local. Pelo menos sete equipamentos da Secretaria de Obras e Viação foram utilizadas para a retirada de terra da área, a fim de que ela possa receber os restos de construção e, depois, aterrada.

Por conta dessa medida, a expectativa é de que diversos “aterros improvisados” sejam disponibilizados nos bairros, pois não se sabe quando a Prefeitura irá conseguir a aprovação da Cetesb de um local adequado e que atenda as exigências da lei. Mesmo assim, a Prefeitura deve preparar-se para o bombardeio de reclamações, pois quem gostaria de ser vizinho de um aterro?

Uma área utilizada, recentemente, pelo Poder Público no Jardim Santa Cruz com o mesmo intuito rendeu não só reclamações, mas também denúncias nos órgãos ambientais sobre o despejo no local. As denúncias foram feitas devido a não separação do material, pois, além dos restos de construção civil, sempre tem lixo e até animais mortos misturados com o material que é coletado das calçadas. Ou seja, uma situação incômoda para todos.

É claro que essa questão é de responsabilidade de todos, porque se cada um cuidasse de forma correta do seu lixo, do seu entulho e dos restos da poda seria um problema a menos para o Poder Público resolver. Mas é sempre bom lembrar que a responsabilidade pela destinação ainda é da Prefeitura.

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