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editorial: Chapéu gordo e bem-vindo

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O prefeito Walter Caveanha (PTB) começou o ano com uma boa notícia. Conquistou quase R$ 8 milhões do Governo do Estado. Nada mal para começar o segundo ano de mandato numa época em que os recursos são cada vez mais escassos. Avesso a entrevistas, Caveanha fez questão de falar com jornalistas sobre a mais recente conquista. Desse total, R$ 6.383.000 serão investidos na construção de uma escola no Distrito de Martinho Prado Júnior. A nova unidade escolar atenderá aos alunos do ensino médio e a licitação para o início das obras é de responsabilidade do Estado. Atualmente, 705 alunos do distrito são atendidos na escola municipal “Professor Geraldo Sorg”, onde funcionam os ensinos médio e fundamental. O ensino médico atende 138 anos, sendo que estudantes sem vaga recorrem a escolas de Mogi Guaçu e de Conchal. Outros investimentos foram anunciados para o distrito, como explica a repórter Michele Domingues Tressoldi nesta edição.

Numa época em que os prefeitos reclamam em alto e bom tom sobre a falta de recursos, a ajuda do governador Geraldo Alckmin (PSDB) chegou em boa hora. Além do investimento na unidade escolar, o Estado confirmou a liberação de R$ 1,5 milhão para recapeamento na cidade. É claro que a liberação de recursos é aguardada pelos chefes do Executivo em ano eleitoral e Caveanha não escondeu que espera que mais verbas possam ser liberadas. Por isso, um bom trânsito junto aos secretários estaduais e deputados poderá ser um diferencial nesta época, já que o governador é pré-candidato do PSDB ao cargo de presidente da República.

Depois de um 2017 difícil para a grande maioria dos brasileiros, Caveanha e sua equipe terão que contar com a boa vontade do Governo do Estado e também do Governo Federal para que projetos, obras e programas possam sair do papel. Principalmente, para que a população guaçuana possa se sentir prestigiada, pois pouco foi feito no ano passado. 2017 ficou marcado como o ano do “não tem verba”, situação expressada pela Prefeitura para toda e qualquer necessidade municipal.

Por isso, a cobrança para que as obras em andamento sejam finalizadas ou para que os serviços tidos como essenciais não falhem deve ser maior neste ano. Caveanha tem experiência de cinco mandatos, mas terá que mostrar que tem jogo de cintura para continuar conquistando os recursos e ‘fazer a máquina andar’. É o que se espera neste novo ano. Pelo menos, ele conseguiu um fôlego para iniciar 2018 com o pé direito.

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