Home»Editorial»Editorial: Barbas de molho e olhares atentos

Editorial: Barbas de molho e olhares atentos

0
Compartilhamentos
Pinterest Google+

Os servidores públicos municipais vão ter que continuar esperando. O índice do dissídio da categoria, que sempre foi algo muito discutido, porém rápido de decidir, desta vez, está ganhando vários capítulos. A situação econômica e financeira da Prefeitura de Mogi Guaçu fica evidenciada nessa questão. A responsabilidade da equipe econômica do Governo Municipal faz jus à situação. Afinal, de nada adianta conceder de imediato o reajuste salarial de 5% se depois o valor da folha de pagamento ficará estrangulado obrigando a Administração Municipal a atrasar pagamentos de salários dos próprios servidores ou das notas fiscais dos fornecedores. Por outro lado, a insistência do Sindiçu (Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Mogi Guaçu e Região) também é justa, já que os salários da categoria estão sem reajuste real há muitos anos, sendo repassado somente o índice da inflação acumulada nos últimos 12 meses. A situação é complicada.

Exige atenção, cautela e bom senso. Além do que, o reajuste do convênio médico oferecido aos servidores municipais pela Prefeitura também se aproxima e deverá girar em torno de 15% – para arriscar baixo. Com um índice de reajuste tão alto, é natural que o servidor fique bravo e queira aumento de salário para compensar os próximos descontos que virão por causa do benefício do plano de saúde. E aí está o risco que o Governo Municipal corre. Por enquanto, a categoria está em estado de greve e pretende prosseguir com ela até meados de agosto, quando será feita nova audiência de conciliação entre a Prefeitura de Mogi Guaçu e o Sindiçu.

Mas nada impede que os servidores municipais deflagrem um movimento de greve a qualquer momento. Embora a diretoria do sindicato não esteja incitando a paralisação, a decisão que a maioria dos servidores tiver daqui por diante será soberana. Acuados e encostados contra a parede, os servidores podem encontrar na greve uma maneira de pressionar o governo do prefeito Walter Caveanha para que a solução em relação ao índice de dissídio seja dada com mais agilidade.

Até porque, a categoria sabe que já corre o risco de ficar sem nenhum centavo de aumento salarial devido à baixa arrecadação do município, principalmente no segundo semestre, quando estarão acontecendo as eleições em todo o país. O Governo Municipal, Sindiçu e servidores municipais estão com as ‘barbas de molho’ e de olhos atentos para saber quem será o primeiro a se beneficiar com o resultado dessa ‘novela’.

Post anterior

LEC vence e assume liderança isolada da 2ª Divisão

Próximo post

Comercial vence e mantém liderança da 1ª Divisão