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Editorial: Até quando vai esse impasse?

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Em Mogi Guaçu, a feira livre que funciona no Parque Cidade Nova, nas manhãs de domingo, tem público cativo que preza pela qualidade de frutas, legumes e verduras a preços acessíveis. Com 200 barracas, esta feira livre está no mapa da cidade há quase 40 anos. E, ao longo destas quatros décadas, sobreviveu a intensa proliferação de supermercados e hipermercados que se instalaram em Mogi Guaçu e nas cidades vizinhas. Mas está difícil de a feira livre do Parque Cidade Nova sobreviver ao cabo de guerra que se instaurou entre os próprios feirantes e um grupo de moradores do bairro com a intervenção do Ministério Público que foi acionado por ambas as partes.

E no epicentro de todo este impasse está a Prefeitura de Mogi Guaçu “passando recibo” que não é somente a cidade em si que cresce de forma desordenada. A feira livre no Parque Cidade Nova também. São praticamente 200 barracas que formam a maior feira livre da região de Campinas, porém sem nenhuma gestão municipal que empreenda esforços na melhoria na estrutura desta feira, transferindo-a para outro endereço que cause menos transtornos para quem resida ao redor e também aos feirantes que, atualmente, não estão num espaço coberto, que tenha banheiros químicos à disposição, por exemplo. Ao que consta, o Plano Diretor do Município atualizado e aprovado recentemente prevê o direcionamento no crescimento de Mogi Guaçu, mas não contempla uma nova área para a maior feira livre da cidade.

O município foi governado praticamente por dois prefeitos ao longo destes 40 anos, Hélio Miachon Bueno e Walter Caveanha. Ambos sempre estiveram cientes do crescimento desenfreado da feira livre no Parque Cidade Nova e nada fizeram para contê-lo, limitá-lo, já que não conseguem vislumbrar outro endereço que acolha as cerca de 200 barracas desta feira. Alegar desconhecimento é inviável e não convencerá ninguém. O problema é que em algum momento alguma atitude legal e administrativa terá de ser tomada pela Administração Municipal, porque a situação vivida pelos feirantes e pelos moradores do Parque Cidade Nova só tende a piorar aumentando a pressão entre os grupos. Até porque, as feiras livres parecem estar longe de seu fim. Elas têm um público fiel formado pelos que prezam pelo frescor dos alimentos e pelo preço mais acessível. 

Estima-se que somente no Parque Cidade Nova cerca de 5 mil pessoas frequentem, semanalmente, esses mercados a céu aberto e se abasteçam com produtos desse setor. Hoje, além de consideradas os principais polos comerciais de frutas, legumes, verduras e demais alimentos e vestuários, as feiras livres também geram empregos diretos e indiretos. Portanto, tampar o sol com a peneira e empurrar a solução deste impasse só torna o problema maior deixando a situação cada vez mais tensa.

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