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Editorial: As datas não enganam

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‘Os números não mentem’ é uma máxima bastante utilizada por aí. Seja para convencer sobre o resultado de uma eleição duvidosa ou para mostrar como andam os negócios. Na cidade, a frase correta seria: ‘As datas não mentem’.

Neste caso não faltam exemplos e o principal a ser listado neste editorial é a UPA (Unidade de Pronto Atendimento). O vendaval derrubou parte do telhado em 2014 e a reforma só foi iniciada em 2016, ou seja, dois anos depois. Agora, praticamente pronta, já aguarda há dois meses a retomada do atendimento no prédio original.

A Prefeitura teve pouco mais de um ano, tempo em que durou a reconstrução do prédio, para se organizar, licitar compras, contratar ou relocar funcionários para que o funcionamento da unidade fosse iniciado assim que a obra fosse entregue. Em que pese que nem sempre o prazo dado pelas construtoras é respeitado, mesmo assim, a equipe do prefeito Walter Caveanha (PTB) teve um bom tempo para se programar.

Qual é o verdadeiro motivo pelo qual a UPA ainda não voltou a ocupar seu prédio? Se realmente for por conta de adquirir equipamentos e montar a equipe, mostra a ineficiência de quem comanda a Pasta. Falta de dinheiro também não pode ser justificativa, uma vez que o município recebe verba federal para o custeio da UPA. Para evitar que o prédio seja alvo de vândalos, guardas civis se revezam para evitar mais prejuízo ainda, uma vez que o local já foi alvo por diversas vezes ao longo do tempo em que ficou abandonado. Prédios públicos fechados são sinônimos de prejuízo e de incompetência do Poder Público.

Espera-se que a parte burocrática seja resolvida o quanto antes e que o prédio volte a atender aos moradores no prédio do Jardim Santa Marta para o qual foi construído. A UPA foi inaugurada em julho de 2012 e o projeto foi anunciado como parceria com o Governo Federal, sendo o valor total do convênio de R$ 2 milhões, incluindo equipamentos e construção. A unidade é de porte 2, com 1,4 mil metros² de área construída. Não é um prédio que pode ser esquecido pela Administração Municipal e muito menos ser deixado fechado por muito mais tempo.

Para especialistas, a falta de transparência e de incentivo ao controle social do Poder Público são o que coloca o Brasil entre os países marcados pela corrupção. Infelizmente, Mogi Guaçu não é modelo quando o assunto é transparência. Alguns cargos de extrema importância são ocupados por pessoas que se recusam a sequer conceder entrevistas para explicar os problemas, os projetos, os objetivos. Não é a toa que existe a expressão “homem público”. Quando alguém topa uma carreira política está se colocando voluntariamente a serviço de toda uma população. E por isso, espera-se que o prefeito responda a uma única pergunta: Quando a UPA voltará a funcionar no Jardim Santa Marta?

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