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Editorial: Alinhamento político

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Os vereadores estão precisando alinhar seus trabalhos com os discursos que fazem na tribuna. Não está sendo raro ver alguns edis defendendo ideias em palavras, mas agindo de forma contrária. Ou pior. Não agindo. A passos de tartaruga, os vereadores tentam dar início aos trabalhos da Frente Parlamentar que irá analisar a situação real dos cinco Distritos Industriais de Mogi Guaçu. O problema é que a tal Frente sequer foi composta.

A urgência para tratar dos impasses nebulosos que permeiam as áreas dos distritos industriais parece ter se transformado numa calmaria total. Ninguém sabe, ninguém viu. Os vereadores que foram contra a formação da CEI (Comissão Especial de Inquérito) dão a entender que, agora, embora tenham aprovado a formação da Frente Parlamentar, não estão com nenhuma pressa de fazê-la funcionar, de fato.

Outra contradição começa a despontar na postura política do vereador Fábio Luduvirge Fileti, o Fabinho (PSDB). Embora ele faça parte da base aliada ao Governo Municipal, parece que Fabinho não está tão aliado assim. Já está se tornando rotina vê-lo na tribuna da Câmara questionando atitudes da atual Administração ou queixando-se de algum serviço público oferecido. Numa Câmara Municipal onde a oposição ao governo do prefeito Walter Caveanha (PTB) está limitada ao vereador Guilherme de Sousa Campos, o Guilherme da Farmácia (PSD), ter Fabinho também ‘batendo de frente’ com o governo é um reforço que pode fazer a diferença no Legislativo. O vereador PSDB já se indispôs com a secretária municipal de Saúde, Clara Alice Franco de Almeida, e também com o secretário de Obras e Viação, Salvador Franceli, e não vai parar por aí. Afinal, Fabinho quer garantir sua independência política na hora de defender o que considera como sendo interesse da população.

Muitos outros fatos poderiam ser citados neste editorial para exemplificar as contradições da Câmara, porém, mais do que expor tais exemplos, o principal objetivo é frisar que há ruídos na comunicação entre Legislativo e Prefeitura e, mais preocupante,entre os próprios vereadores. Com o veto dado pelo prefeito Walter Caveanha (PTB) à entrada e permanência das doulas nas maternidades de Mogi Guaçu antes, durante e após o parto, será a vez do vereador Jéferson Luís (PROS) decidir de qual lado estará. Líder do prefeito na Câmara, a tendência é que ele busque votos para que o veto seja aprovado e, assim, mantido. No entanto, Jéferson também foi um dos 11 vereadores que aprovou o projeto de lei que defende o trabalho das doulas na maternidade e até discursou em prol destas profissionais. Será que agora o discurso de Jéferson e dos demais vereadores também vai mudar diante do veto do prefeito? Um pouco de alinhamento político sempre é bom para manter o bom senso na Câmara Municipal.

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