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Editorial: Ajustar relações

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Ao pé da letra as principais funções executivas e administrativas do prefeito estão as de planejar, comandar, coordenar, controlar e manter contatos externos. Também cabe a ele enviar Projetos de Lei para a Câmara Municipal e manter uma relação harmônica com o Legislativo da cidade. Neste último quesito, o prefeito Walter Caveanha (PTB) ainda precisa lapidar esse relacionamento. Pelo menos foi o que ficou evidente após o resultado de seu último encontro com os vereadores, nesta semana. Raramente o Chefe do Executivo vai até o Legislativo guaçuano para falar com os vereadores, mas, como precisava do aval da maioria para aprovar seus Projetos de Lei sobre o financiamento de R$ 23 milhões, Caveanha deixou o conforto do seu gabinete e foi até o prédio ao lado.

É claro que ele já sabia que teria que convencer quatro vereadores a aprovar os projetos na sessão extraordinária realizada na última quinta-feira (1º). Caveanha e sete vereadores (Thomaz, Jéferson, Luciano, Pastor Elias, Zanco, Chicão do Açougue e Carlos Kapa) têm se encontrado pelo menos uma vez por semana com a justificativa de discutir os mais diversos assuntos. Até pouco tempo o presidente da Câmara, Rodrigo Falsetti (PTB), era parte integrante desse grupo. Porém, Rodrigo tem feito coro com os vereadores da oposição (Guilherme, Fabinho e Natalino) e tem, não só questionado as ações da Administração Municipal, como também batido de frente com o chefe do Executivo. E Rodrigo Falsetti venceu a guerra de braço iniciada na quinta-feira, quando não colocou em votação os Projetos de Lei que dispunham sobre os empréstimos. Caveanha se reuniu com os 11 vereadores, explicou, argumentou, mas não convenceu. Os vereadores disseram que faltavam informações mais claras para que pudessem aprovar os projetos em regime de urgência. Para eles, a disponibilidade do município em conseguir a liberação dos empréstimos não irá mudar de um dia para o outro e temiam assinar um cheque em branco ao prefeito.

As razões se devem pela rapidez com que os projetos foram definidos e pela falta de informações como tudo aconteceu. Caveanha não envolveu os 11 vereadores desde o início nas discussões dos projetos. Mas precisou deles para avalizar mais um empréstimo, que irá se somar aos R$ 63 milhões já financiados e aprovados pelo Legislativo. Ainda falta clareza e transparência da atual Administração Municipal. A lista das obras e melhorias que serão executadas com os valores (R$ 23 milhões) está apenas na mensagem encaminhada aos vereadores e não inclusos nos projetos. Ou seja, a Prefeitura terá autonomia para mudar o que quiser. Além disso, faltou também ser informado como será feito esse pagamento? Qual é a taxa de juros? Qual é o prazo para o pagamento? O quanto esse valor somado aos demais empréstimos irão influenciar nas contas do município? São informações públicas, mas que deixam de ser expostas. Qual será a conta que o próximo prefeito irá herdar somente de financiamentos?

Talvez, se agissem com mais clareza, o prefeito e sua equipe não enfrentariam tantas desconfianças vindas da Câmara e também das ruas. Que as obras são necessárias, não se discute, mas qual será o preço a pagar depois para que Mogi Guaçu literalmente vire um canteiro de obras há apenas 16 meses do final desta Administração? Não se trata de oposição ou situação, mas de tornar o que é público mais público, mais claro e mais objetivo.

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