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Editorial: A violência precisa ser combatida

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Os números que expressam a crise de segurança já deveriam ter levado o Poder Público a tratar o tema como de emergência nacional. São estatísticas de um sistema em ruínas, o qual precisa urgentemente de investimentos e projetos.

E não é só nas grandes cidades que a violência assusta. Por aqui, ela tem feito vítimas diariamente e crimes cada vez mais ousados com criminosos mais equipados que a própria polícia. Ontem (7), o policial civil Emerson Meschiari, chefe do Setor de Investigações Gerais (SIG) da Polícia Civil de Mogi Mirim, foi assassinado a luz do dia em frente a uma agência bancária. Há menos de uma semana, o bicheiro Beto Sartorão foi executado ao ser vítima de uma emboscada na cidade. São exemplos de uma rotina que assusta e preocupa.

Um plano nacional de segurança precisa urgentemente ser discutido, pois está mais do que provado que a máquina pública não funciona nos seus diversos departamentos. Faltam policiais, faltam armamentos, faltam viaturas. Só a discussão em si após um caso de repercussão nacional não irá mudar essa realidade que os brasileiros assistem todos os dias. Os planos não podem ficar nas gavetas ou serem frutos do conhecido cacoete da burocracia. Se ele não determinar uma efetiva integração dos órgãos de segurança em todos os níveis administrativos- federal, estadual e municipal-, será apenas mais uma jogada de marketing, sem resultado prático positivo.

Os governos precisam se unir para discutir a questão da segurança pública e essa discussão precisa envolver a população. Os prefeitos precisam cobrar o Estado e este, por sua vez, cobrar medidas do Governo Federal. O crime está mais organizado e letal. O que fazer? Qual é o plano?

Alguns deram certo em grandes eventos, como a visita do papa e durante a Copa do Mundo, quando viaturas novas, reluzentes saíram das garagens e ganharam as ruas. Mas depois desaparecem. No histórico do processo de crescimento da criminalidade, diante de um Estado sem poder de reação, há muita incompetência e descaso. Os próprios servidores envolvidos com o mundo do crime precisam ser excluídos da polícia. O trabalho de investigação precisa ser levado a sério, assim como o salário de quem trabalha atualmente com a segurança pública. Salários baixos que fazem crescer ainda mais a procura pelo complemento da renda ou que deixam policiais suscetíveis a entrar para o mundo do crime.

Muita coisa já poderia ter sido feita se o sistema de repressão ao crime, em todos seus aspectos, funcionasse num padrão mínimo de eficiência. A violência ultrapassou todos os limites e hoje ela se revela um problema nacional. Em 15 anos, as estatísticas viraram do avesso.

Dessa forma, fica claro que não existe solução para o problema que não seja uma ação integrada entre todas as forças de segurança, com políticas de longo prazo e uso de inteligência e tecnologia no combate ao crime. Até porque os bandidos estão muito bem equipados e os tempos atuais, de violência extrema, não permitem amadorismo.

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