Home»Editorial»Editorial: A iminente violência urbana

Editorial: A iminente violência urbana

0
Compartilhamentos
Pinterest Google+

Ao que tudo indica o problema apenas mudou de lugar, de endereço. Os moradores em situação de rua continuam presentes em várias regiões de Mogi Guaçu. A Prefeitura até tenta coibi-los, mas parece que é praticamente em vão. A última ação do Governo Municipal foi fechar com grades o entorno da Praça da Bíblia, na Avenida 9 de Abril. Um dos principais locais onde os moradores de rua se concentravam tanto durante o dia quanto à noite.

As grades até amenizaram o problema trazendo mais segurança e tranquilidade para as famílias que precisarem frequentar o velório durante a noite e de madrugada, mas alguns moradores em situação de rua insistem em permanecer na Praça da Bíblia mesmo que seja na calçada, do lado de fora das grades. Alguns não se separam sequer de seus cobertores que estendem no chão para dormir em cima. Contudo, a problemática social envolvendo esse público avança para outros pontos de Mogi Guaçu e causa cada vez mais insegurança.

O alvo das queixas e reclamações, desta vez, é o Jardim Zaniboni II, conforme a Gazeta mostra nesta edição. Grupo de moradores de rua que extrapola o fato de ter optado por ficar nas ruas e começa a espalhar a insegurança e o medo em quem reside no bairro e suas imediações. Não é fácil conviver com ameaças. E não é exagero dizer que quem reside próximo à Avenida das Torres está tendo que lidar com esse tipo de situação. Muitos decidem ajudar aos moradores em situação de rua e acabam assim incentivando a permanência deles pelo local. Quem ajuda o faz, geralmente, por medo de sofrer represálias. Outros preferem ficar na indiferença e não oferecem nenhum auxílio, decidindo assim enfrentar caras feias e xingamentos sem serem poupados. 

A partir daí, o que era uma problemática social torna-se muito mais do que isso e beira à violência gratuita num bairro onde as pessoas passam a viver sob ameaças, com medo e ainda sendo alvo de assaltos. Ou seja, caso de polícia. Os problemas sociais também contribuem para isso, mas a ação da polícia para garantir a segurança pública também começa a ser exigida. Até porque, os moradores em situação de rua, muitas vezes, optam por viverem nessa condição e quando buscam conseguem, sim, auxílio no Albergue Noturno. Porém, no caso do Jardim Zaniboni II, moradores em situação de rua além de optarem por viverem fora de suas casas ainda espalham a insegurança. O Poder Público até tenta fazer sua parte, mas a solução para isto está muito além de fechar acessos às praças com grades ou educar a população para que não doe mantimentos, dinheiro, objetos ou roupas para quem vive nas ruas. Neste momento, a ação da polícia é fundamental e muito bem-vinda, a fim de coibir atos de violência e amenizar a sensação de insegurança. Mas não é apenas isto. Mogi Guaçu precisa identificar as razões pelas quais está se tornando rota de atração de tantos moradores em situação de rua em diversas regiões da cidade. Mais especificamente, agora, na Zona Leste do município.

Post anterior

2ª Divisão: Rodada é marcada por goleada de 8 a 1

Próximo post

Lar "Padre Longino" recebe 300 quilos de alimentos