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Editorial: A difícil decisão da atribuição

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Não é um assunto fácil de resolver. Toda vez que os professores da rede municipal de ensino questionam algum benefício ou direito da categoria, a pressão feita em cima do Governo Municipal é forte. Desta vez, não será diferente. Decidir o futuro das atribuições de aulas é pisar em ovos. Principalmente, porque envolve interesses pessoais de cada professor. Por mais que a categoria tenha seus direitos assegurados pelo Estatuto do Magistério não há como negar que os interesses pessoais existem e estão gritando nas orelhas da Administração Municipal. Afinal, os professores que lecionam num único período e estão há muitos anos trabalhando numa mesma escola já tem seus horários definidos e junto com isto está atrelada toda sua rotina do dia a dia. Deixar esse roteiro já estabelecido de lado e partir rumo a uma nova escola não é fácil. Toda a adaptação que um novo trabalho requer dos professores exige disposição para mudar essa rotina. E, além disso, e muito mais importante, está todo o tempo de envolvimento de um professor com a comunidade onde trabalha há tantos anos. Alunos, pais de alunos, até o próprio bairro onde a escola está localizada já são velhos conhecidos do professor que, inclusive, lecionou até para pais de crianças que, hoje, são seus alunos.

Se o prefeito tomar uma decisão que beneficie os professores que lecionam num único período, certamente, irá descontentar aqueles que trabalham em dois períodos. Sim, porque estes estão satisfeitos com a maneira com que é feita a atribuição de aulas atualmente e não defende nenhuma mudança nesse sentido. Seja maioria ou minoria, quem leciona nos dois períodos também está atento a decisão de Caveanha. Isso porque, eles também alegam que estão exercendo o direito que têm baseado na lei municipal de 2007. No entanto, caso o prefeito decida por beneficiar estes professores que trabalham em dois períodos, certamente, irá encontrar muita resistência entre os professores que lecionam num único período.

Portanto, com parecer jurídico ou sem este documento, o prefeito Walter Caveanha terá de ter muita habilidade política para traçar os rumos deste assunto, porque existe apenas um único fato: ele irá causar contestação da categoria seja lá qual for sua decisão. E pior: cada ano que passar essa situação se tornará cada vez mais latente, porque a Secretaria Municipal de Educação já acenou em outros anos que a tendência é diminuir mais alunos e, com isso, mais salas de aulas serem fechadas causando efeito cascata: com menos alunos e menos salas de aulas, os professores da rede municipal terão de ser remanejados com mais frequência.  

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