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Editorial: 141 anos e muito que conquistar

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Mogi Guaçu completa 141 anos de emancipação político-administativo no dia 9 de abril e a Gazeta, como tradicionalmente acontece, preparou um caderno especial para este sábado, edição que antecede o aniversário. Personagens conhecidos da cidade contam e relembram fatos históricos ou passagens que marcaram uma época ou até mesmo uma geração. Histórias que podem ser contadas inúmeras vezes, mas sempre trarão um saudosismo para quem viveu ou conheceu algum dos fatos narrados pelos personagens entrevistados pela equipe de jornalistas da Gazeta.

Nesta edição, as histórias de Emílio Pedrini, das igaçabas e do comércio mostram o quanto Mogi Guaçu conquistou, e o quanto os fatos narrados foram importantes para o crescimento da mesma. Mas toda a vez que ouvimos histórias, não tem como não se perguntar sobre o agora. O que a cidade está conquistando e o que isso mostrará para as futuras gerações daqui 30 anos.

O comércio guaçuano sofre as consequências das mudanças de comportamento cultural com a chegada de grandes lojas e grandes centros comerciais. Isso sem falar da crise econômica pela qual o país atravessa. Mas o que ainda pode ser feito para quem resiste com seu estabelecimento na região central da cidade? Os relatos são de que a área central sempre foi muito bem frequentada e que os comerciantes sempre colhiam bons frutos com seus trabalhos.

Atualmente, o Centro de Mogi Guaçu tem vida somente durante o dia e aos finais de semana, dificilmente se vê a praça central movimentada no período da tarde. À noite, então, é quase que deserta. O que aconteceu para essa mudança de comportamento?

É claro que investimentos em lazer e cultural nesta região da cidade têm sido praticamente nulos nos últimos anos, inclusive a questão visual e de segurança. Quem não gostaria de ver a Praça Rui Barbosa movimentada como nos velhos tempos?

Está aí um bom tema para ser trabalho pelas autoridades do município e também pela sociedade como um todo. Trazer de volta para a geração que aqui está e para a futura o que de bom aconteceu no passado.

Histórias que não podem ser perdidas e os acertos devem ser copiados, sim. Ouvir os relatos de que a cidade se transformou com a vinda de multinacionais, bancos e lojas é de encher os olhos. E é justamente que o guaçuano espera dos seus representantes. Novas empresas, mais geração de emprego e, assim, diversos setores, principalmente o comércio, poderão também ser beneficiados.

Mogi Guaçu precisa e necessita de novas empresas para que daqui algum tempo alguém conte uma história positiva que fará com imaginem como foi ter vivido nesta época. Que o brilhantismo e a coragem de Emílio Pedrini possam ser copiados pela geração que aqui está, principalmente pelos políticos que são responsáveis por fazer Mogi Guaçu melhor. Esse é o principal desejo de toda a população.

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