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Duplo homicídio: familiares querem saber motivação

Corpos das vítimas apresentavam perfurações causadas por faca e facão; a DIG investiga autoria do crime

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Na manhã da última segunda-feira (11), dois homens foram encontrados mortos dentro de uma casa, na Rua Osvaldo de Arruda, no Jardim Novo II. As vítimas são Valdemar Cassimiro da Silva, de 58 anos, proprietário da residência, e Marcelo Gonçalves da Rocha, de 50 anos. Os dois estavam dentro da cozinha, caídos e ensanguentados. Foi um vizinho da casa onde o crime aconteceu que localizou os corpos. Pedro dos Santos Costa contou que pela manhã viu o portão de Silva aberto e foi ver o que tinha acontecido. “Eu fui pensando nos cachorros que poderiam sair”.

Segundo ele, assim que empurrou o portão para fechá-lo viu uma faca de cozinha no chão. “Eu peguei ela e quando vi que estava cheia de sangue joguei no chão de novo”. Assustado, ele chamou a sobrinha para dar uma espiada na janela da sala, momento em que ela viu um corpo na cozinha. “Aí eu entrei com tudo e achei os dois mortos”. Em seguida, eles chamaram a Polícia Militar. De acordo com o Boletim de Ocorrência da Polícia Civil, próximo a mão de Rocha havia um facão que apresentava uma mancha de sangue. Junto à porta da cozinha havia um machado e um pedaço de pau, tipo um porrete. Já na entrada do imóvel, além da faca de cozinha, foi encontrada uma lente de lanterna de uma motocicleta.

A delegada titular da DIG (Delegacia de Investigações Gerais), Edna Salgado Martins, esteve na cena do crime junto com a equipe do IC (Instituto de Criminalística) que realizou os trabalhos de perícia. A faca, o facão, o machado, pedaço de pau e a lente de lanterna da motocicleta foram apreendidos. Nesta quinta-feira (14), a delegada da DIG informou que as investigações do crime estão adiantadas e que não iria passar mais detalhes para não prejudicar as apurações. Rocha e Silva foram sepultados no Cemitério Santo Antônio.

MISTÉRIO

Família e vizinhos não imaginam qual seja motivação das mortes

No dia do crime, Quitério Cassimiro da Silva, 59, irmão de Valdemar Cassimiro da Silva, dono da casa onde o duplo homicídio aconteceu, falou com à Gazeta e relatou que o irmão era solteiro, sem filhos e morava sozinho na residência de sua propriedade. Ele também confidenciou que Silva tinha problemas com bebida alcoólica e que há cerca de três meses, o irmão estava abrigando a outra vítima (Rocha) em sua casa. “O Marcelo é sobrinho do meu sogro e era amigo do meu irmão”.

Quitério esclareceu que Rocha veio de Aguaí para Mogi Guaçu e que ele tinha uma mulher. No entanto, ele ficava uns tempos na casa de Silva, ia embora e depois voltava. “Na última sexta-feira, a mulher do Marcelo também estava aí na casa com eles, mas no mesmo dia ela foi embora”. Segundo o irmão da vítima, Silva tinha o costume de receber as pessoas em sua residência. “Eu também fiquei sabendo que recentemente um terceiro homem estaria ficando aí”. No entanto, ele não chegou a conhecer esta pessoa.

Quitério

Diante disso, o irmão disse que não sabe o que aconteceu e espera que o autor do crime seja identificado e preso. “Eles não estavam na rua, alguém entrou na casa deles e fez isso, por mais errado que eles poderiam ser ou não, o que aconteceu não é certo, tirar a vida de alguém assim”, lamentou. Vizinhos relataram que Silva era uma ótima pessoa, mas por conta do vício na bebida tinha o hábito de receber várias pessoas em sua casa para beber, o que confirmou as declarações de Quitério. Quanto ao Marcelo, a vizinhança disse saber que há cerca de três meses ele teria vindo de Aguaí e que, às vezes, a mulher dele, com quem era amasiado, também aparecia e passava noite na casa.

Os vizinhos também disseram que na noite anterior ao duplo homicídio o som da residência estava alto, mas como isso era habitual ninguém estranhou e ninguém ouviu nada na hora que os assassinatos aconteceram.

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