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Dona Margarida: Família é a principal lembrança do Natal

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Com quem você vai passar a noite de Natal?

A grande maioria das pessoas prioriza a família. Outros comemoram o nascimento de Jesus com amigos ou colegas de trabalho. Mas você já parou para pensar em chegar aos 97 anos de idade e ainda ter ao seu lado uma irmã de 99 anos?

Pode parecer pouco provável, não é mesmo? No entanto, dona Margarida Cruvinel da Silva é a prova viva, literalmente, de que a longevidade bate à porta de muitas pessoas, superando todas as expectativas. Aos 97 anos, ela vai ter o presente de celebrar o Natal ao lado da irmã Maria Benedita Guimarães de 99 anos.

Dona Margarida não esconde de ninguém que o seu desejo era ter a irmã por perto e, atualmente, as duas moram no Lar da Terceira Idade Padre Longino e estão vivendo juntas a expectativa de passarem mais um Natal em família. Assim como a irmã mais velha, dona Margarida também nasceu no Sul de Minas Gerais, só que na cidade de Juruaia, no dia 1º de outubro de 1921.

Com a lembrança ainda afiada e o olhar profundo de quem já viveu muitos momentos na vida, ela contou como era o Natal quando ainda menina vivia na roça, em Guaxupé/MG, com os pais e os outros nove irmãos. “Minha família é católica. Eu lembro que a gente cantava rezas a noite inteira e a minha mãe fazia coisa boa para gente comer conforme a situação permitia, né? Mas era sempre uma leitoa assada, um arroz, um feijão e uma macarronada”, relembrou.

multi natal margaridaDiferentemente dos dias atuais, no século passado, o Natal não era uma data marcada pelo consumismo, mas, sim, pela união da família, mesmo em meio às dificuldades. Tanto é que dona Margarida se lembra orgulhosa de que o principal objetivo da noite de Natal era o de celebrar o nascimento de Jesus. “Meus pais criaram 10 filhos na roça. A gente era muito simples. Nós não conhecíamos nem médico. Então, não tinha essas coisas de ganhar presentes, não!”, frisou.  

Aos 22 anos, dona Margarida se casou com Honorato que passou a participar da ceia natalina da família. “É porque eu continuei passando o Natal com os meus pais. Hoje eu já não tenho mais eles, mas me lembro de disso, certinho. Saudade, saudade, saudade…”, expressou.

O casamento com Honorato não foi para vida toda. Dando muitas risadas, Margarida contou que depois dele se casou outras duas vezes. Isso porque, Honorato não parava em casa e gostava de outras mulheres.

O segundo casamento foi aos 53 anos com Armando e por volta dos 70 anos, Margarida se casou com Antônio Inácio. “Eu tenho até vergonha de falar (risos), mas todos os meus casamentos foram católicos, com a bênção de Deus. Meu último marido morreu há quatro anos, ele era muito bom, eu fiquei com ele para ter uma companhia e, se desse, eu casaria de novo.”, diz ela aos risos.

Margarida não teve filhos e tem como suas responsáveis duas sobrinhas. Ela chegou ao Lar da Velhice em 2004 e seu último esposo também conviveu com ela no local por um tempo.

Perto de completar 100 anos de idade, dona Margarida confessa que jamais imaginou viver tanto tempo. “Eu sempre fui muito doente, mas daí as coisas foram melhorando! Agora, com a minha irmã perto, ajuda bastante, porque nós sempre estamos juntas”, finalizou.

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