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Dona Carolina: 100 natais vividos com muita fé!

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“Eu tenho 100 anos!”.

Com esta frase, repleta de orgulho na fala, dona Carolina Zanco da Silva se apresentou à Gazeta. Os olhos azuis e o sorriso tímido revelam a alegria de chegar à idade centenária. “Fizeram uma festa para mim e o padre João Paulo rezou uma missa”, conta dona Carolina, que nasceu no dia 11/11/1918.

Acompanhada pelos filhos Eurico e Lourdes, ela tenta recordar os natais que viveu ao lado da família ao longo de todos esses anos e surpreende ao mostrar que a memória não a trai quando o assunto é a religiosidade. Dona Coralina conta que o Natal sempre foi sinônimo forte de fé e união entre as famílias. Durante o mês de dezembro, ela rezava os terços, participava das novenas e as orações eram feitas todas as noites até o dia 6 de janeiro, quando se comemora o Dia de Reis. “Eu gostava muito e tenho muitas saudades desse tempo.”, diz ela.

multi natal carolinaÁrvore de Natal e Papai Noel não havia naquela época e demorou para que dona Coralina se rende-se aos enfeites natalinos, mas sempre fez questão de manter um presépio. “O presépio sempre tinha. Sempre falei do nascimento do menino Jesus. Isso é o mais importante no Natal”, frisou.

Os filhos reforçam que lembram bem desse ensinamento dado pela mãe. “Ela sempre teve em casa uma imagem do menino Jesus e nos dizia que o Natal era por causa do nascimento Dele. E fazia com que a gente participasse de todas as novenas e orações dos terços no mês de dezembro”, lembraram os filhos.  

Dona Carolina teve 10 filhos, mas um nasceu prematuro e faleceu. Avó de 18 netos, 17 bisnetos e duas tataranetas, ela revela que sempre reza para todos eles. Casada, ela viveu 58 anos ao lado do marido Armando Xavier da Silva, que faleceu aos 83 anos. “Olha, lá, a foto do meu marido. Eu tenho aqui.”, mostra Dona Carolina apontando um retrato dele na parede. “Ela casou aos 21 anos. Conheceu meu pai num baile. Ela ia acompanhada pelos irmãos”, contam os filhos.

Perto de viver mais um Natal ao lado da família, Dona Carolina recorda-se do prazer que sentia de cozinhar para os filhos e para o marido nessa data. “Sempre tinha um pedaço de porco e eu assava. Tinham outras carnes também. A gente morava num sítio. Eu gostava muito!”.

Hoje, dona Carolina já não prepara mais a ceia para a família, porém participa dos natais junto aos filhos e mantém sempre o sorriso no rosto. “Vou na casa da minha filha passar o Natal”.

Devota de Santo Antônio e do Sagrado Coração de Jesus, ela faz questão de dizer que não tem nada contra a figura do Papai Noel e, entre risos, ressalta. “Gosto de todo mundo”.

multi natal carolinaAos poucos estes símbolos também foram sendo agregados ao Natal da família de dona Carolina. “Lembro pouco quando eu vi o Papai Noel pela primeira vez. Gostei dele”, diz ela, timidamente.

Para este Natal, dona Carolina contou que vai fazer uma oração especial ao Menino Jesus: “Vou agradecer pela saúde e por ter chegado aos 100 anos. Vou rezar para todo mundo!”, disse, sorrindo.  

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