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Direção da Apae de Estiva reclama de perseguição à instituição

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 A direção da Apae (Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais) de Estiva Gerbi precisou acionar a Federação das Apaes do Estado de São Paulo devido à perseguição que vem sofrendo nos últimos meses. Há 20 anos atendendo aos usuários de Estiva Gerbi, a Apae, atualmente, recebe 52 usuários que apresentam deficiências intelectuais de moderada a severa, além de autistas e deficientes múltiplos. A perseguição está visível, inclusive nas redes sociais, como o Facebook, por exemplo. Nele já existem alguns perfis falsos que divulgam notícias que tentam denegrir a imagem da instituição e dos profissionais que trabalham nela. “São perfis falsos que trazem informações mentirosas. Fazem acusações infundadas e até falam de possíveis casos amorosos que existem dentro da Apae. Muitas mentiras que estão apenas prejudicando o trabalho sério que é feito pela instituição”, lamentam a diretora da Apae de Estiva, Carolina Sima Frittoli, e a coordenadora Emiliana Cristina Andrade Muraro.

De acordo com elas, representantes da Federação estiveram em Estiva Gerbi atendendo ao pedido da direção da Apae estivense, a fim de dar orientações que pudessem contribuir para barrar essa perseguição. “Nós buscamos ajuda porque temos total apoio da maioria dos pais que tem seus filhos atendidos pela Apae. Como o próprio nome já diz a Apae é uma Associação de Pais e Amigos. Por isso, estamos juntos para defender a instituição e os usuários que recebem todo atendimento e apoio na Apae de Estiva”.

Em apenas num único dia, a Apae recebeu três visitas que pediram para ver documentos e as dependências da instituição. “Justamente por fazermos um trabalho transparente e sério, temos todos os procedimentos documentados e respondemos todas as dúvidas que surgiram durantes as visitas. A Apae está de portas abertas para quem quiser conhecer nosso trabalho e ver de perto como funciona a instituição”, disseram Carolina e Emiliana.

Elas não souberam especificar as razões que levam grupos de pessoas a perseguirem a Apae de Estiva Gerbi. No entanto, a Gazeta apurou junto às lideranças políticas daquele município que existem algumas rusgas entre o atual diretor da instituição estivense, Roberto Diegues, e o atual governo municipal comandado pela prefeita Cláudia Botelho (MDB). 

apae estiva gerbiATENDIMENTO NEGADO

Câmara estivense instaura CEI para investigar APAE

 Na semana passada, mais um episódio foi registrado, desta vez na Câmara Municipal de Estiva Gerbi. Os vereadores abriram uma CEI (Comissão Especial de Inquérito) para investigar uma possível rejeição de atendimento a uma criança especial. A denúncia relata que um casal estivense buscou por atendimento na Apae para a filha, Ester, de 2 anos e meio, e não conseguiu. “Ela está precisando de tratamento para atraso de desenvolvimento neuropsicomotor, sendo necessária sua matrícula na Apae de Estiva. Desde setembro de 2017, os pais tentam vaga na Apae e não conseguem”, diz a denúncia.

A Câmara Municipal estivense instaurou a CEI para investigar o caso porque a Apae recebe mensalmente dos cofres públicos R$ 10 mil e, por isso, o Legislativo se considera obrigado a fiscalizar o uso do dinheiro público.

Mas a diretora e a coordenadora da Apae de Estiva alegam que a menina Ester não tem nenhuma deficiência neurológica e intelectual que justifique o atendimento da Apae. Além disso, elas afirmam que a menina recebeu atendimento ambulatorial na instituição, em janeiro de 2016, e depois novamente em 2017. Porém, os pais da criança sequer buscaram a devolutiva para saber as respostas dadas pelos profissionais. “Em 2016, a mãe assinou inclusive um Termo de Compromisso que alertava sobre o risco da vaga ser perdida, caso o atendimento fosse interrompido. Os pais não compareceram sequer ao atendimento que a Apae conseguiu com dois profissionais da Unimed”, rebateram Carolina e Emiliana que apresentaram à Gazeta todas as documentações assinadas pelos pais da menina.

“Nunca negamos atendimento a nenhum usuário que busca pela Apae. Pelo contrário, sempre explicamos as razões e orientamos aos pais sobre o que devem fazer para conseguirem vagas em creches, em escolas, porque essas vagas não são da alçada da Apae. Estas denúncias são falsas”, frisaram.

Ainda é válido ressaltar que Carolina e Emiliana deixaram claro que os R$ 10 mil repassados à Apae estivense pela Prefeitura correspondem às verbas de custeio, e não para atendimento, já que a Apae não possui convênio com a Prefeitura. “Esses R$ 10 mil servem para pagar a manutenção da Apae, desde conta de energia elétrica até fazer os pequenos reparos. Não é um dinheiro que usamos para pagar atendimentos. A Apae não tem convênio com a Prefeitura. Tudo o que fazemos lá é porque conseguimos verbas com festas, rifas, muito trabalho”, concluíram.

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